A · incorreta
Parcialmente plausível, mas inferior a B: ultrassom é adequado, porém colocar tomografia como próximo passo automático ignora a preferência por RM sem contraste quando disponível e clinicamente viável.
Resposta correta: alternativa B. Tema: investigação de apendicite na gestante com ultrassonografia como imagem inicial.
Uma paciente gestante de 25 semanas apresenta dor em região de flanco direito há 1 dia, associada a náuseas e vômitos. No hemograma, apresenta uma leucocitose de 11.500 (VR = 10.000). Quanto a esse caso, é correto afirmar que
A alternativa correta é a B: há suspeita de apendicite aguda, devido à localização da dor (apêndice deslocado cefalicamente). Uma ultrassonografia de abdome pode visualizar o apêndice e ajudar a esclarecer o diagnóstico.
Revisado editorialmente
A alternativa B é a melhor: apendicite deve permanecer no diagnóstico diferencial da dor à direita na gestante, e ultrassonografia é exame inicial apropriado; leucocitose discreta isolada não confirma inflamação porque pode ser fisiológica na gestação.
A questão combina anatomia da gestação, interpretação do leucograma e segurança de imagem. O apêndice pode sofrer deslocamento com o crescimento uterino, embora a apresentação continue variável. Ultrassonografia é uma primeira estratégia segura, mas sua sensibilidade cai quando o apêndice não é visualizado. Se o ultrassom for inconclusivo e a suspeita persistir, ressonância magnética sem gadolínio é geralmente preferida quando disponível. Tomografia não é absolutamente proibida na gestação, mas usa radiação ionizante e não é a segunda escolha automática apresentada pela alternativa A.
A banca usa um valor de leucócitos marcado como acima do 'VR' laboratorial para induzir diagnóstico. Em gestantes, referência de não gestantes pode enganar. O raciocínio deve ser clínico e de imagem, não uma leitura automática do asterisco do hemograma.
Gestante com suspeita de apendicite: US primeiro; se inconclusivo, RM quando disponível. Leucocitose discreta não fecha diagnóstico.
Parcialmente plausível, mas inferior a B: ultrassom é adequado, porém colocar tomografia como próximo passo automático ignora a preferência por RM sem contraste quando disponível e clinicamente viável.
Correta. Reconhece a apresentação anatômica variável e o papel da ultrassonografia como imagem inicial.
Incorreta. Ultrassonografia não é contraindicada com 25 semanas; é justamente uma modalidade segura na gestação.
Incorreta. Dor + leucocitose de 11.500 não tornam o diagnóstico altamente provável porque leucocitose discreta pode ser fisiológica.
Incorreta. A topografia não basta para classificar como colecistite, especialmente sem dor típica em hipocôndrio direito, Murphy ou achados biliares.
EBSERH / Instituto AOCP · Exame Nacional de Residência — ENARE 2023/2024 — Acesso Direto — Tipo 1.
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