A · incorreta
Incorreta. Informar contra a preferência expressa do paciente ignora autonomia e pode produzir dano. O profissional deve explorar quanto e como a pessoa quer receber informação, respeitando limites éticos e legais.
Resposta correta: alternativa E. Tema: comunicação de más notícias centrada no paciente.
Um médico assistente é o responsável por comunicar ao paciente que os resultados dos exames mostraram o diagnóstico de câncer metastático. Assinale a alternativa que aborda de forma adequada a comunicação de más notícias como nesse caso.
A alternativa correta é a E: Deve-se usar palavras adequadas ao vocabulário do paciente, formular frases curtas e perguntar, com certa frequência, como o paciente está e o que está entendendo.
Revisado editorialmente
Comunicar uma notícia grave exige clareza sem brutalidade: linguagem compreensível, informação em blocos pequenos, pausas, acolhimento da emoção e checagem repetida do que o paciente quer saber e realmente entendeu.
A questão não cobra apenas o nome do protocolo SPIKES; ela testa o princípio central da comunicação clínica centrada no paciente. Dar uma má notícia é uma intervenção com impacto emocional e decisório. O profissional precisa preparar ambiente e tempo, explorar percepção prévia e preferência por informação, avisar que uma notícia difícil vem a seguir, transmitir dados sem jargão, responder às emoções e terminar com síntese e próximos passos. 'Ser objetivo' não significa falar rapidamente, despejar prognóstico ou retirar esperança. Esperança pode ser redefinida de cura para controle de sintomas, tempo de qualidade, tratamento disponível ou objetivos que importam à pessoa.
A armadilha é confundir franqueza com frieza e eficiência com velocidade. Outra é usar SPIKES como checklist mecânico: o protocolo organiza a conversa, mas a qualidade depende de escuta, adaptação e resposta à emoção real daquela pessoa.
Má notícia: prepare → pergunte o que a pessoa sabe/quer saber → avise → explique em blocos → acolha emoção → cheque entendimento → combine próximos passos.
Incorreta. Informar contra a preferência expressa do paciente ignora autonomia e pode produzir dano. O profissional deve explorar quanto e como a pessoa quer receber informação, respeitando limites éticos e legais.
Incorreta. Mesmo quando não há tratamento curativo, sempre pode haver algo a fazer: controle de sintomas, cuidado paliativo, suporte psicossocial, planejamento e decisões compartilhadas. 'Não há nada a fazer' é clínica e comunicacionalmente pobre.
Incorreta. Falar rapidamente para 'diminuir sofrimento' aumenta sobrecarga e reduz compreensão. Notícias complexas precisam de pausas e espaço para emoção.
Incorreta. Precisão técnica não compensa incompreensão. Jargões devem ser traduzidos para linguagem que o paciente consiga usar na tomada de decisão.
Correta. Linguagem simples, frases curtas e checagem frequente de entendimento refletem comunicação segura, centrada no paciente e compatível com protocolos estruturados como SPIKES.
EBSERH / Instituto AOCP · Exame Nacional de Residência — ENARE 2023/2024 — Acesso Direto — Tipo 1.
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