A · incorreta
Incorreta. O tratamento não precisa ser obrigatoriamente domiciliar, e os casos graves ou com sinais de abscesso são internados.
Resposta correta: alternativa E. Tema: diagnóstico e tratamento hospitalar da doença inflamatória pélvica.
Um ginecologista é chamado para avaliar uma paciente de 20 anos, nuligesta, apresentando dor abdominal de início há uma semana e que foi internada na enfermaria do hospital local para investigação. A data da última menstruação foi há 15 dias. Refere não utilizar método contraceptivo de maneira regular, apenas condom esporádico. Relata dispareunia e apresenta dismenorreia que melhora com uso de AINES. PA 120x60 mmHg, FC 90 bpm, Sat. O2 99%, T. axilar 38,4 C. Ao exame abdominal, leve dor à palpação superficial de região suprapúbica e o exame ginecológico apresenta corrimento de coloração amarelada proveniente do colo uterino associado à dor à mobilização do colo ultrassonográfico revela sinal da roda dentada. Diante desse caso clínico, assinale a principal hipótese diagnóstica e a conduta adequada.
A alternativa correta é a E: Doença inflamatória pélvica / Realizar internação, sendo possível iniciar ceftriaxona e metronidazol endovenoso e, à medida que a paciente melhorar e não apresentar mais quadro febril, o esquema pode ser trocado para via oral.
Revisado editorialmente
Doença inflamatória pélvica com febre e sinais de gravidade pode ser tratada internada com ceftriaxona e metronidazol por via venosa, com troca oral após melhora.
Diagnóstico e tratamento da doença inflamatória pélvica.
O gabarito E cita ceftriaxona e metronidazol, mas o esquema do Ministério da Saúde para doença inflamatória pélvica inclui também doxiciclina para cobrir clamídia.
Conclusão editorial: O raciocínio central de E está correto, mas o esquema descrito é incompleto. Alternativa que consideramos mais defensável: E (gabarito oficial).
Tratar toda doença inflamatória pélvica como ambulatorial, ou pensar em ectópica diante do sinal ultrassonográfico.
DIP com sinais de gravidade: internação, antibiótico venoso e depois via oral.
Incorreta. O tratamento não precisa ser obrigatoriamente domiciliar, e os casos graves ou com sinais de abscesso são internados.
Incorreta. O sinal da roda dentada sugere comprometimento tubário, e não apendicite, e a cirurgia não é a indicação inicial.
Incorreta. O quadro é de infecção pélvica ascendente, e não de pielonefrite.
Incorreta. O sinal da roda dentada não indica gestação ectópica, e o quadro febril com corrimento sugere infecção.
Correta. Doença inflamatória pélvica com febre e sinais de gravidade pode ser tratada internada com ceftriaxona e metronidazol por via venosa, com troca oral após melhora.
EBSERH / Instituto AOCP · Exame Nacional de Residência — ENARE 2023/2024 — Acesso Direto — Tipo 1.
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