A · incorreta
Incorreta. Paralisia de Todd é déficit focal transitório após crise epiléptica. O item não descreve convulsão e o padrão isolado do VII par é muito mais compatível com neuropatia facial periférica.
Resposta correta: alternativa D. Tema: paralisia facial periférica de Bell.
Homem, 24 anos, sem comorbidades conhecidas, sob estresse emocional intenso relacionado ao preparo para uma prova de um concurso público, procurou o pronto atendimento com queixa principal de que o lado direito do rosto não se mexia havia 1 dia. Ao exame físico, apresentava paralisia em hemiface superior e inferior à direita, paralisia da pálpebra superior direita que levava à dificuldade de fechar o olho e piscar, além de desvio da rima labial para o lado esquerdo. As pupilas estavam isocóricas e fotorreagentes, e a força estava preservada (grau V) em membros superiores e inferiores bilaterais. De acordo com o caso clínico apresentado, qual é a principal hipótese diagnóstica?
A alternativa correta é a D: Paralisia de Bell.
Revisado editorialmente
Fraqueza de toda a hemiface, incluindo testa e fechamento ocular, sem outros déficits neurológicos, localiza a lesão no nervo facial periférico e torna paralisia de Bell a hipótese mais provável quando não há causa secundária evidente.
A questão cobra topografia neurológica antes do diagnóstico. O nervo facial recebe inervação corticobulbar bilateral para a musculatura frontal, de modo que muitas lesões supranucleares unilaterais poupam relativamente a testa. Já a lesão periférica do VII par compromete fronte, orbicular dos olhos e musculatura inferior da face do mesmo lado. Esse padrão é altamente útil, mas não deve virar regra absoluta que dispense exame neurológico: lesões pontinas, múltiplos déficits de nervos cranianos ou AVCs específicos podem produzir padrões menos didáticos. Paralisia de Bell é diagnóstico clínico de exclusão razoável quando a paresia periférica é aguda, isolada e não há sinais de herpes-zóster, otite, trauma, tumor, doença de Lyme conforme epidemiologia ou outra causa identificável.
O atalho 'testa poupada = AVC; testa comprometida = Bell' é útil, mas incompleto. O candidato excelente usa a testa para topografia e depois confirma se existem sinais de tronco, outros nervos cranianos ou causa secundária que tornem Bell improvável.
Facial periférico: testa + olho + boca do mesmo lado. Facial supranuclear clássico: boca predomina e testa é relativamente poupada. Bell só depois de checar red flags.
Incorreta. Paralisia de Todd é déficit focal transitório após crise epiléptica. O item não descreve convulsão e o padrão isolado do VII par é muito mais compatível com neuropatia facial periférica.
Incorreta como melhor resposta. AVC cortical supranuclear costuma comprometer predominantemente a metade inferior da face contralateral, com preservação relativa da testa, e frequentemente vem acompanhado de outros déficits. Exceções existem, por isso sinais atípicos exigem investigação.
Incorreta. Síndrome de Horner é ptose parcial, miose e anidrose por lesão simpática; não causa paralisia completa dos músculos da hemiface.
Correta. O conjunto é típico de paralisia facial periférica aguda isolada e, sem outra etiologia fornecida, corresponde à paralisia de Bell.
Incorreta. Hemorragia subaracnoidea tipicamente se apresenta com cefaleia súbita intensa e síndrome meníngea/neurológica, não com paresia periférica isolada do facial.
EBSERH / Instituto AOCP · Exame Nacional de Residência — ENARE 2023/2024 — Acesso Direto — Tipo 1.
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