Clínica Médica

Questão 12AMB/AMRIGS 2025 — Acesso Direto

Resposta correta: alternativa C. Tema: diferenciação entre diabetes insipidus e polidipsia primária.

Enunciado

Sobre o diabetes insipidus, é correto afirmar que:

  1. O diabetes insipidus nefrogênico é causado pela incapacidade do hipotálamo de secretar vasopressina para atuar sobre um rim normal.
  2. polidipsia primária é um distúrbio causado pela ausência primária de produção de vasopressina.
  3. Níveis de ácido úrico superiores a 5 mg/dL podem ajudar a diferenciar o diabetes insipidus de polidipsia primária.
  4. O diabetes insipidus nefrogênico ocorre comumente em pacientes com isquemia cerebral grave e pode indicar morte encefálica.

Gabarito oficial

A alternativa correta é a C: Níveis de ácido úrico superiores a 5 mg/dL podem ajudar a diferenciar o diabetes insipidus de polidipsia primária.

Correção comentada

Revisado editorialmente

A alternativa C é a oficial. No diabetes insipidus há deficiência de vasopressina ou resistência renal à sua ação; na polidipsia primária, a ingestão excessiva de água pode reduzir o ácido úrico por expansão volêmica. O ácido úrico é apenas um dado auxiliar: a distinção exige avaliação de osmolaridade, sódio e testes dinâmicos em contexto apropriado.

Tema central

Diagnóstico diferencial de poliúria hipotônica: deficiência de AVP, resistência à AVP e polidipsia primária.

Alternativa por alternativa

A · incorreta

Incorreta. Define diabetes insipidus central, não nefrogênico.

B · incorreta

Incorreta. Polidipsia primária é excesso de ingestão de água, com supressão apropriada de vasopressina.

C · correta

Correta segundo o gabarito. Ácido úrico relativamente mais alto pode apoiar DI versus polidipsia primária, mas é um dado secundário e não o padrão diagnóstico moderno.

D · incorreta

Incorreta. Lesão cerebral grave está associada à deficiência central de vasopressina, enquanto a forma nefrogênica é resistência renal.

Diretriz vigente na época da prova

Em 2025, o diagnóstico ainda era frequentemente ensinado com a terminologia diabetes insipidus central/nefrogênico, combinando sódio, osmolaridade sérica/urinária e teste de privação hídrica. Copeptina já tinha evidência robusta, mas ainda não estava universalmente incorporada à prática em todos os serviços.

  • Literatura endocrinológica e estudos de copeptina disponíveis até 2025.

Como a recomendação está hoje

Em 2026, a tendência é usar deficiência e resistência à arginina-vasopressina e, quando disponível, priorizar testes baseados em copeptina estimulada por salina hipertônica ou arginina, que discriminam melhor AVP-deficiência de polidipsia primária do que o teste clássico isolado.

  • Fenske et al. 2018; Refardt et al. 2023; revisões atuais de AVP deficiency/resistance.

O que mudou — e o que não mudou

A principal mudança é diagnóstica e terminológica: o ácido úrico continua podendo ser uma pista, mas perdeu importância relativa diante de osmolaridade e copeptina. A resposta C permanece defensável apenas como marcador auxiliar no contexto da prova.

Fonte oficial

AMB / AMRIGS / ACM / AMMS · Prova AMB, AMRIGS, ACM e AMMS 01/2025 — Residência com Acesso Direto e Autoavaliação.

Caderno oficial ↗ · Gabarito oficial ↗

Referências

  • https://www.amrigs.org.br/wp-content/uploads/2026/06/Prova-AMB-AMRIGS-2025.pdf
  • https://www.amrigs.org.br/prova/
  • https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK279011/
  • https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK537591/

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