A · incorreta
Incorreta como conduta obrigatória inicial. Amniotomia pode reduzir duração do trabalho de parto quando se decide por augmentação, mas não é necessária apenas por ausência de progressão em 4 cm na fase latente.
Resposta correta: alternativa C. Tema: fase latente e critérios contemporâneos de fase ativa do trabalho de parto.
Primigesta, 28 anos, com 40 semanas e 2 dias, em trabalho de parto com contrações regulares há 6 horas. Dilatação cervical de 4 cm, esvaecimento completo e bolsa íntegra. Após 4 horas, permanece com 4 cm apesar de contrações regulares. Qual é a conduta mais adequada?
A alternativa correta é a C: Diagnosticar como fase latente prolongada e aguardar evolução espontânea.
Revisado editorialmente
C é correta. Com 4 cm de dilatação, a paciente ainda está na fase latente segundo os critérios contemporâneos; não se diagnostica parada da fase ativa antes de 6 cm. Com avaliação materno-fetal tranquilizadora, é razoável aguardar evolução, individualizando amniotomia ou ocitocina se houver indicação clínica.
Fases do trabalho de parto e critérios contemporâneos de parada da fase ativa
Incorreta como conduta obrigatória inicial. Amniotomia pode reduzir duração do trabalho de parto quando se decide por augmentação, mas não é necessária apenas por ausência de progressão em 4 cm na fase latente.
Incorreta como resposta automática. Ocitocina é opção de augmentação em contextos apropriados, porém a paciente ainda não preenche critérios de parada ativa e pode evoluir espontaneamente com manejo expectante.
Correta na prova pela conduta expectante e pelo reconhecimento de fase latente. Hoje, o termo 'prolongada' deve ser usado com cautela porque 10 horas de evolução não necessariamente ultrapassam o limite conservador de duração latente em nulíparas.
Incorreta. Não existe diagnóstico de trabalho de parto estacionado em fase ativa com apenas 4 cm, e cesariana por distocia não deve ser indicada antes de critérios contemporâneos de parada serem satisfeitos.
Na época da prova, o paradigma obstétrico contemporâneo já havia abandonado 4 cm como marco confiável da fase ativa. Diretrizes recentes situavam o início da fase ativa em torno de 6 cm e recomendavam critérios mais conservadores antes de diagnosticar parada e indicar cesariana.
Em 2026, mantém-se a recomendação de considerar aproximadamente 6 cm como início da fase ativa e de só diagnosticar parada após tempo adequado de atividade uterina e, em geral, membranas rotas. Não houve reversão relevante desse conceito desde a prova.
O gabarito permanece alinhado ao manejo atual. A principal atualização é semântica: a conduta expectante continua correta, mas chamar necessariamente o quadro de 'fase latente prolongada' é menos preciso do que simplesmente reconhecer que a paciente ainda não entrou em fase ativa nem preenche critérios de distocia.
AMB / AMRIGS / ACM / AMMS · Prova AMB, AMRIGS, ACM e AMMS 01/2025 — Residência com Acesso Direto e Autoavaliação.
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