A · incorreta
Incorreta. TEG/ROTEM avalia formação, força e lise do coágulo e pode orientar ressuscitação em tempo útil; não é inviável por lentidão intrínseca.
Resposta correta: alternativa B. Tema: ressuscitação hemostática e ácido tranexâmico no trauma hemorrágico.
Homem, 28 anos, é vítima de acidente automobilístico por colisão frontal com caminhão. Apresenta-se no pronto-socorro com múltiplos ferimentos por vidro na região abdominal e instabilidade hemodinâmica. Sinais vitais na admissão: FC 130 bpm, PA 85/50 mmHg, tempo de enchimento capilar prolongado e extremidades frias. Gasometria: pH 7,15, BE -12, lactato 4,8 mmol/L e T 34,2 °C. FAST positivo para líquido livre. Após ressuscitação inicial com cristaloide, concentrado de hemácias e plasma, mantém instabilidade. Na laparotomia há hemoperitônio de cerca de 2.000 mL, laceração hepática grau IV com sangramento ativo difuso, lesão esplênica grau III, laceração jejunal >50% e avulsão do mesossigmoide com perfuração/isquemia e contaminação fecal. Considerando as condutas nas diferentes fases do atendimento, assinale a alternativa correta.
A alternativa correta é a B: O ácido tranexâmico é um inibidor da fibrinólise e administrá-lo precocemente está associado à redução da mortalidade por sangramento sem aumentar significativamente o risco de eventos tromboembólicos.
Revisado editorialmente
B é correta. O ácido tranexâmico inibe a fibrinólise e, no trauma hemorrágico, o benefício é maior quando administrado precocemente, idealmente até 3 horas. O cenário descrito é de choque hemorrágico e coagulopatia da tríade letal, favorecendo cirurgia de controle de danos, transfusão balanceada e correção fisiológica, em vez de reparos definitivos prolongados.
Choque hemorrágico grave, ressuscitação hemostática, ácido tranexâmico e cirurgia de controle de danos.
Incorreta. TEG/ROTEM avalia formação, força e lise do coágulo e pode orientar ressuscitação em tempo útil; não é inviável por lentidão intrínseca.
Correta. TXA precoce em trauma com hemorragia significativa reduz morte relacionada a sangramento, com benefício fortemente dependente da janela temporal.
Incorreta. Reconstrução definitiva longa em paciente acidótico, hipotérmico e em choque aumenta risco; aqui se impõe damage control.
Incorreta. Grandes volumes de cristaloide agravam hemodiluição, hipotermia e coagulopatia; não se deve esperar exames convencionais para começar ressuscitação hemostática.
Em 2025, diretrizes de trauma já recomendavam TXA o mais cedo possível em pacientes com hemorragia significativa, ressuscitação balanceada/hemostática, minimização de cristaloide e cirurgia de controle de danos diante de acidose, hipotermia e choque persistente.
A prática atual mantém esses princípios e reforça o papel de sangue total ou componentes em protocolos estruturados, correção de hipocalcemia e testes viscoelásticos quando disponíveis. TXA continua tempo-dependente e não deve ser iniciado tardiamente sem indicação.
Não houve reversão do manejo desde 2025. O refinamento atual está em protocolos mais fisiológicos e guiados por metas, mas o núcleo da resposta B — TXA precoce e controle de danos no choque hemorrágico — permanece válido.
AMB / AMRIGS / ACM / AMMS · Prova AMB, AMRIGS, ACM e AMMS 01/2025 — Residência com Acesso Direto e Autoavaliação.
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