A · incorreta
Incorreta. Mantém a assertiva I, que atribui ao tabagismo um efeito protetor inexistente, e exclui III, que descreve corretamente a relevância da litíase biliar.
Resposta correta: alternativa C. Tema: etiologia e fatores de risco da pancreatite aguda.
A respeito da fisiopatologia e dos fatores de risco para pancreatite aguda, analise as assertivas abaixo: I. A ingestão alcoólica é a segunda causa mais frequente de pancreatite aguda. O risco da doença é reduzido em indivíduos que consomem álcool e também são tabagistas, devido a um efeito anti-inflamatório do tabaco, também observado em outras doenças. II. A pancreatite aguda é a complicação mais comum após a realização de colangiopancreatografia retrógrada endoscópica (CPRE), ocorrendo com maior frequência em mulheres e, na maioria dos casos, tendo apresentação clínica branda. III. A principal causa de pancreatite aguda no Ocidente é a litíase biliar. A população mais afetada por pancreatite aguda biliar são mulheres na faixa etária de 50 a 70 anos. Quais estão corretas?
A alternativa correta é a C: Apenas II e III.
Revisado editorialmente
A alternativa C é correta. A litíase biliar é a principal causa de pancreatite aguda no Ocidente, e a pancreatite pós-CPRE é a complicação mais frequente do procedimento, geralmente leve. A assertiva I é falsa: álcool e tabagismo não têm efeito protetor; ambos podem aumentar risco e gravidade.
Etiologia da pancreatite aguda, tabagismo e prevenção/risco de pancreatite pós-CPRE.
Incorreta. Mantém a assertiva I, que atribui ao tabagismo um efeito protetor inexistente, e exclui III, que descreve corretamente a relevância da litíase biliar.
Incorreta. Inclui I, cuja parte final está errada: fumar aumenta risco de pancreatite e não reduz a inflamação pancreática associada ao álcool.
Correta. II reconhece pancreatite pós-CPRE como complicação típica e III preserva a litíase biliar como causa frequente, enquanto I é falsa.
Incorreta. Não se pode considerar as três assertivas verdadeiras porque I contém um erro conceitual sobre o tabagismo.
Em 2025, diretrizes de gastroenterologia já reconheciam litíase biliar e álcool como etiologias centrais da pancreatite aguda, o tabagismo como fator de risco pancreático e a pancreatite como principal evento adverso da CPRE. A prevenção pós-CPRE incluía AINE retal em pacientes elegíveis, técnica de canulação adequada e stent pancreático em cenários de alto risco.
A prática atual mantém os mesmos princípios e reforça que CPRE deve ser usada quando há benefício terapêutico, com prevenção baseada em risco. O tabagismo continua associado a pancreatite aguda, recorrente e crônica e deve ser tratado como fator modificável, não como variável neutra ou protetora.
Não houve reversão conceitual entre a época da prova e a prática atual. A principal evolução foi o refinamento das estratégias de prevenção de pancreatite pós-CPRE e a consolidação do tabagismo como fator modificável independente. Portanto o gabarito C permanece plenamente compatível com a evidência atual.
AMB / AMRIGS / ACM / AMMS · Prova AMB, AMRIGS, ACM e AMMS 01/2025 — Residência com Acesso Direto e Autoavaliação.
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