A · incorreta
Incorreta. Cesariana não é tratamento de rotina do óbito fetal e deve ser reservada para circunstâncias maternas específicas, pois acrescenta morbidade cirúrgica sem benefício fetal.
Resposta correta: alternativa C. Tema: indução do parto após óbito fetal com colo desfavorável.
Gestante, 32 anos, 36 semanas, G3P2, relata ausência de movimentos fetais há 3 dias. Ultrassonografia confirma ausência de batimentos cardíacos fetais; apresentação cefálica, placenta corporal fúndica, sem infecção ou coagulopatia, Bishop 4. A paciente deseja resolução rápida. Qual é a conduta inicial mais adequada?
A alternativa correta é a C: Induzir o parto com misoprostol vaginal e reavaliar a cada 4 horas.
Revisado editorialmente
C é correta. Após confirmação de óbito fetal, sem hemorragia, infecção ou coagulopatia, a via vaginal é preferida na maioria dos casos. Com colo desfavorável, misoprostol é método eficaz de indução; cesariana não oferece benefício fetal e aumenta morbidade materna. A dose e o intervalo devem seguir protocolo obstétrico.
Indução do parto após óbito fetal tardio
Incorreta. Cesariana não é tratamento de rotina do óbito fetal e deve ser reservada para circunstâncias maternas específicas, pois acrescenta morbidade cirúrgica sem benefício fetal.
Incorreta. Conduta expectante pode ser discutida em situações selecionadas, mas não atende ao desejo de resolução rápida e prolonga uma gestação com óbito já confirmado.
Correta na prova. Com colo desfavorável e sem cicatriz uterina mencionada, misoprostol pode ser usado para amadurecimento cervical dentro de protocolo de indução; após 28 semanas, a dose deve seguir esquemas obstétricos usuais e não os regimes mais altos empregados em idades gestacionais menores.
Menos adequada como primeira medida isolada diante de Bishop 4. Ocitocina pode integrar a indução, mas um colo desfavorável costuma se beneficiar de amadurecimento cervical prévio ou concomitante conforme protocolo.
Na época da prova, a recomendação consolidada era priorizar parto vaginal após óbito fetal, reservando cesariana para indicação materna. Após 28 semanas, métodos de indução deveriam seguir protocolos obstétricos de terceiro trimestre e considerar o histórico de cicatriz uterina.
Em 2026, o princípio permanece: evitar cesariana sem indicação materna, usar amadurecimento cervical quando necessário e escolher prostaglandina/ocitocina conforme idade gestacional, Bishop e cicatriz uterina. Dose de misoprostol não deve ser extrapolada de esquemas de idades gestacionais menores.
Sem mudança central entre a prova e a prática atual. A ressalva contemporânea é evitar ensinar uma dose fixa fora do contexto: em 36 semanas, o método deve obedecer protocolo de indução de terceiro trimestre e histórico uterino.
AMB / AMRIGS / ACM / AMMS · Prova AMB, AMRIGS, ACM e AMMS 01/2025 — Residência com Acesso Direto e Autoavaliação.
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