A · incorreta
Incorreta. O enunciado informa que a acurácia do teste não mudou; não é necessário invocar maior carga viral ou expressão antigênica para explicar o aumento do VPP.
Resposta correta: alternativa C. Tema: Dependência do valor preditivo positivo em relação à prevalência.
Durante a avaliação de um teste sorológico para hepatite B, pesquisadores observaram que seu Valor Preditivo Positivo (VPP) foi de 40% quando aplicado em campanhas populacionais abertas. No entanto, quando aplicado exclusivamente em grupos de risco, como profissionais de saúde expostos a material biológico e usuários de drogas injetáveis, o VPP aumentou para 85%, mantendo-se inalteradas a sensibilidade e a especificidade do teste. Considerando as informações apresentadas, assinale a alternativa correta sobre o comportamento do VPP.
A alternativa correta é a C: O comportamento do VPP reflete a dependência direta do valor preditivo em relação à prevalência da doença nos grupos avaliados, apesar de a sensibilidade e a especificidade serem constantes.
Revisado editorialmente
A alternativa C é a correta. Mantidas sensibilidade e especificidade, o VPP aumenta quando a prevalência da doença é maior no grupo testado. Em grupos de risco, há mais resultados verdadeiros positivos entre os positivos; por isso o VPP pode subir de 40% para 85% sem mudança intrínseca na acurácia do teste.
Dependência do valor preditivo positivo em relação à prevalência
Incorreta. O enunciado informa que a acurácia do teste não mudou; não é necessário invocar maior carga viral ou expressão antigênica para explicar o aumento do VPP.
Incorreta. O VPP depende da prevalência, mas a explicação proposta sobre aumento de falsos-negativos não é correta e mistura VPP com sensibilidade.
Correta. Mesmo com sensibilidade e especificidade constantes, maior prevalência aumenta o VPP porque um resultado positivo passa a ter maior probabilidade prévia de corresponder a doença verdadeira.
Incorreta. Viés de verificação é problema metodológico possível em estudos diagnósticos, mas não é necessário nem sugerido pelo enunciado para explicar a diferença observada.
Em 2025, a epidemiologia clínica já estabelecia que valores preditivos dependem da prevalência da doença na população testada, mesmo quando sensibilidade e especificidade permanecem constantes.
Em 2026, o princípio permanece inalterado e é frequentemente expresso em termos bayesianos: a probabilidade pós-teste depende do desempenho do teste combinado à probabilidade pré-teste, que varia entre contextos clínicos e populações.
Conceito totalmente estável. O refinamento atual é preferir raciocínio explícito com probabilidade pré-teste e razões de verossimilhança, evitando transportar valores preditivos de um cenário populacional para outro sem recalibração.
AMB / AMRIGS / ACM / AMMS · Prova AMB, AMRIGS, ACM e AMMS 01/2025 — Residência com Acesso Direto e Autoavaliação.
Próximo passo
Responda uma amostra equilibrada e receba uma estimativa por área, com prioridade de revisão.