A · incorreta
Incorreta. O caso não destaca ausência de priorização segundo vulnerabilidade; o problema é fragmentação e falta de continuidade do cuidado.
Resposta correta: alternativa C. Tema: Integralidade como continuidade e articulação do cuidado na rede.
Marta, 43 anos, hipertensa e diabética, realizava acompanhamento periódico em uma UBS vinculada à ESF. Após mudança de endereço dentro do mesmo município, passou a procurar atendimento em outra UBS, na qual teve dificuldade para dar continuidade ao seu cuidado, uma vez que não houve acesso a seu histórico clínico nem reconhecimento do vínculo anterior. Nos meses seguintes, ao procurar atendimento em uma UPA por quadro de descompensação clínica, exames complementares foram repetidos, e o plano terapêutico foi reiniciado a partir de informações parciais. A paciente expressou frustração com a descontinuidade, dizendo ter a sensação de que os serviços não se comunicam. Entre os princípios do SUS, a situação descrita reflete, sobretudo, uma violação do princípio da:
A alternativa correta é a C: Integralidade – ao fragmentar a atenção e dificultar o fluxo contínuo e articulado de cuidado.
Revisado editorialmente
A alternativa C é a melhor resposta. O problema central é a fragmentação do cuidado: perda de informações, repetição desnecessária de exames e ausência de articulação entre UBS, UPA e rede. No SUS, a integralidade exige cuidado contínuo e articulado, considerando a pessoa em suas necessidades, e não apenas atendimentos isolados. A situação pode envolver falhas de coordenação e referência, mas entre as opções o princípio diretamente violado é a integralidade.
Integralidade e continuidade do cuidado na Rede de Atenção à Saúde
Incorreta. O caso não destaca ausência de priorização segundo vulnerabilidade; o problema é fragmentação e falta de continuidade do cuidado.
Incorreta. A paciente consegue acessar serviços, portanto a violação central não é universalidade, embora barreiras territoriais possam aparecer secundariamente.
Correta. A fragmentação entre UBS e UPA, sem compartilhamento de histórico e continuidade terapêutica, viola integralidade do cuidado.
Incorreta como melhor resposta. Regionalização organiza fluxos territoriais, mas o enunciado enfatiza descontinuidade e falta de integração clínica, mais diretamente ligadas à integralidade.
Em 2025, a Lei nº 8.080/1990 e as diretrizes de Redes de Atenção à Saúde já tratavam integralidade como cuidado articulado e contínuo, evitando fragmentação entre serviços e garantindo resposta às necessidades do usuário ao longo da rede.
A organização atual do SUS mantém integralidade e coordenação da rede como bases para continuidade clínica e informacional. Interoperabilidade e compartilhamento de informação reforçam operacionalmente um princípio que já existia antes.
Conceito estável. A evolução tecnológica aumenta as ferramentas para continuidade informacional, mas não altera o princípio: fragmentação, repetição desnecessária de exames e perda do plano terapêutico representam falha de integralidade/coordenação.
AMB / AMRIGS / ACM / AMMS · Prova AMB, AMRIGS, ACM e AMMS 01/2025 — Residência com Acesso Direto e Autoavaliação.
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