A · incorreta
Incorreta porque considera I e II falsas, mas preserva III; isso contraria a associação epidemiológica entre maior carga de refluxo — incluindo frequência e duração — e maior risco de adenocarcinoma esofágico.
Resposta correta: alternativa D. Tema: epidemiologia e fatores de risco do câncer de esôfago.
O câncer de esôfago representa uma condição de elevada morbimortalidade e exige conhecimento sobre sua epidemiologia e fatores de risco. Em relação ao câncer esofágico, analise as assertivas a seguir: I. O adenocarcinoma esofágico é de 3 a 4 vezes mais prevalente em indivíduos do sexo masculino, e a cor da pele também parece desempenhar um papel importante. A incidência de adenocarcinoma é significativamente maior entre afro-americanos, mesmo após ajuste para fatores como status socioeconômico e consumo de tabaco e álcool. II. Estudos recentes demonstram que a associação entre HPV e carcinoma espinocelular de esôfago é amplamente prevalente, com impacto prognóstico e terapêutico bem estabelecido na prática clínica. III. A duração dos sintomas de doença do refluxo gastroesofágico está associada ao risco de desenvolvimento de adenocarcinoma esofágico, porém a frequência desses sintomas não apresenta correlação significativa com tal risco. Quais estão INCORRETAS?
A alternativa correta é a D: I, II e III.
Revisado editorialmente
D é correta porque as três assertivas são incorretas. O adenocarcinoma é mais comum em homens, mas a afirmação sobre maior incidência em afro-americanos está invertida. A associação causal e o impacto clínico do HPV no carcinoma escamoso esofágico permanecem inconsistentes, sem papel bem estabelecido na rotina. A duração e a frequência dos sintomas de refluxo podem se associar ao risco, portanto III também é falsa.
Epidemiologia e fatores de risco dos principais cânceres de esôfago.
Incorreta porque considera I e II falsas, mas preserva III; isso contraria a associação epidemiológica entre maior carga de refluxo — incluindo frequência e duração — e maior risco de adenocarcinoma esofágico.
Incorreta porque reconhece I e III como falsas, porém mantém II; o HPV não possui papel causal, prognóstico ou terapêutico estabelecido de rotina no carcinoma escamoso esofágico como ocorre na orofaringe.
Incorreta porque aceita a assertiva I, embora o padrão epidemiológico clássico do adenocarcinoma esofágico em populações ocidentais seja de maior incidência em homens brancos, não em afrodescendentes.
Correta porque as três assertivas apresentam erro: I inverte o padrão epidemiológico do adenocarcinoma, II superestima o papel clínico do HPV no carcinoma escamoso e III nega indevidamente a relação entre frequência do refluxo e risco de adenocarcinoma.
Em 2025, epidemiologia e fatores de risco já distinguiam claramente adenocarcinoma ligado a DRGE/Barrett/obesidade de carcinoma escamoso ligado a tabaco/álcool e exposições regionais. HPV não era biomarcador clínico padrão no câncer esofágico.
Em 2026, essa distinção permanece. HPV continua sem papel clínico rotineiro estabelecido para classificação terapêutica do carcinoma escamoso esofágico, ao contrário do câncer orofaríngeo.
Não houve mudança relevante entre 2025 e 2026 no núcleo do item. O principal cuidado é não extrapolar a biologia do HPV de outros sítios para o esôfago.
AMB / AMRIGS / ACM / AMMS · Prova AMB, AMRIGS, ACM e AMMS 01/2025 — Residência com Acesso Direto e Autoavaliação.
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