A · incorreta
Incorreta porque inclui a assertiva I, que erra ao tratar o refluxo ácido como condição exclusiva para Barrett e desconsidera a participação de refluxo duodenogastroesofágico e conteúdo não ácido.
Resposta correta: alternativa B. Tema: esôfago de Barrett: fisiopatologia, extensão e indicação cirúrgica.
Homem, 55 anos, com sobrepeso, apresenta história de pirose retroesternal diária há 8 anos, associada à regurgitação ácida ocasional e desconforto pós-prandial. Apesar do uso intermitente de inibidor da bomba de prótons, os sintomas persistem. Endoscopia digestiva alta evidenciou metaplasia intestinal no epitélio esofágico distal, firmando o diagnóstico de Esôfago de Barrett. Sobre o EB, analise as assertivas a seguir: I. Ocorre como consequência do refluxo ácido, não sendo observado em casos de refluxo alcalino. II. A identificação do EB constitui indicação absoluta para a realização de cirurgia antirrefluxo. III. Pode ser classificado, conforme sua extensão, em longo (≥3 cm) ou curto (<3 cm). Quais estão corretas?
A alternativa correta é a B: Apenas III.
Revisado editorialmente
B é correta. A doença de Barrett resulta de exposição crônica ao refluxo, que pode incluir componentes ácido e duodenogástrico; não é exclusivo do ácido. A presença de Barrett não é indicação absoluta de cirurgia antirrefluxo nem cirurgia antineoplásica. A extensão é descrita pela classificação de Prague, e o ponto de corte de 3 cm é usado em vigilância do segmento não displásico.
Esôfago de Barrett: classificação por extensão, fisiopatologia do refluxo e indicação de cirurgia antirrefluxo.
Incorreta porque inclui a assertiva I, que erra ao tratar o refluxo ácido como condição exclusiva para Barrett e desconsidera a participação de refluxo duodenogastroesofágico e conteúdo não ácido.
Correta porque somente a assertiva III está de acordo com a classificação por extensão: segmento curto tem menos de 3 cm e segmento longo tem 3 cm ou mais, sem tornar Barrett isoladamente indicação de cirurgia.
Incorreta porque reúne I e II, ambas falsas: I faz uma afirmação excessivamente exclusiva sobre refluxo ácido, e II transforma a presença de Barrett, por si só, em indicação obrigatória de fundoplicatura.
Incorreta porque inclui II junto de III; embora III esteja correta, Barrett isoladamente não impõe cirurgia antirrefluxo, cuja indicação depende do contexto clínico da DRGE e de fatores anatômicos e funcionais.
Em 2025, o ACG já recomendava vigilância e tratamento baseado em grau de displasia, sem indicar cirurgia antirrefluxo apenas pela presença de Barrett. A classificação por extensão permanecia baseada em marcos endoscópicos padronizados.
Em 2026, o manejo continua centrado em controle de refluxo, vigilância conforme risco e erradicação endoscópica de displasia/neoplasia precoce quando indicada. Fundoplicatura segue uma indicação da DRGE, não um tratamento obrigatório do Barrett.
Sem mudança material entre 2025 e 2026. O ponto que permanece essencial é separar controle de refluxo de prevenção/tratamento neoplásico.
AMB / AMRIGS / ACM / AMMS · Prova AMB, AMRIGS, ACM e AMMS 01/2025 — Residência com Acesso Direto e Autoavaliação.
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