A · incorreta
Incorreta. Dose profilática de HBPM ainda modifica o risco hemorrágico neuraxial; retirar sem considerar o intervalo desde a última dose é inseguro.
Resposta correta: alternativa B. Tema: Retirada de cateter peridural em paciente usando heparina de baixo peso molecular.
Um paciente foi submetido a uma cirurgia abdominal, e o anestesista introduziu um cateter peridural para analgesia. O paciente se encontra na UTI utilizando heparina de baixo peso molecular como anticoagulação profilática, e a enfermeira questiona o médico plantonista se pode retirar o cateter. Nesse caso, qual é a conduta mais adequada e a respectiva justificativa?
A alternativa correta é a B: Manter o cateter e solicitar orientação ao anestesista quanto ao momento da retirada, devido ao risco de hematoma epidural.
Revisado editorialmente
A alternativa B é a correta. A retirada de cateter neuraxial em paciente anticoagulado com heparina de baixo peso molecular deve respeitar intervalos e condições definidos pelo protocolo vigente, considerando dose, função renal, horário da última aplicação e risco de hematoma espinhal. Como o enunciado não informa esses dados nem autoriza uma retirada imediata, a conduta segura é manter o cateter e solicitar avaliação do anestesiologista.
Segurança de cateter neuraxial em pacientes sob heparina de baixo peso molecular.
Incorreta. Dose profilática de HBPM ainda modifica o risco hemorrágico neuraxial; retirar sem considerar o intervalo desde a última dose é inseguro.
Correta. Reconhece o risco de hematoma epidural e a necessidade de coordenar a retirada com o esquema de anticoagulação e a equipe responsável pelo cateter.
Incorreta. Três horas é intervalo muito curto para retirada após HBPM profilática segundo recomendações neuraxiais usuais.
Incorreta como regra universal. Quarenta e oito horas não é o intervalo padrão para toda dose profilática de HBPM; depende de dose, regime, função renal e outros fatores.
Incorreta. Além de impor 24 horas como regra fixa sem contexto, chama a complicação de hematoma subdural; o risco relevante é hematoma espinal/epidural.
Na época da prova, recomendações ASRA já exigiam sincronizar punção e retirada de cateter neuraxial com a última dose de HBPM. Em esquemas profiláticos usuais, trabalhava-se tipicamente com intervalo mínimo da ordem de 12 horas; doses terapêuticas exigiam períodos mais longos.
A prática atual mantém o mesmo princípio e reforça estratificação por dose/regime, função renal, punção traumática e fármacos associados. Não existe intervalo único válido para todo paciente; a retirada deve ser programada conforme guideline neuraxial e a próxima dose também deve ser adiada pelo período recomendado.
O princípio permanece estável. A principal evolução foi maior detalhamento por regime e risco individual, reforçando ainda mais por que respostas com um número arbitrário, sem contexto, são inadequadas.
EBSERH / Instituto AOCP · Exame Nacional de Residência — ENARE 2022/2023 — Acesso Direto — Tipo 1.
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