A · incorreta
Incorreta. Repetir exames sem evacuar posterga tratamento de uma mola já diagnosticada.
Resposta correta: alternativa D. Tema: esvaziamento uterino e seguimento com beta-hCG na mola completa.
Mulher de 24 anos refere atraso menstrual há 8 semanas e, nos últimos dias, vem apresentando sangramento intermitente. Ao exame ginecológico, apresenta pequena quantidade de sangue coletada em região de fundo de saco vaginal, ausência de sangramento ativo e colo uterino fechado. Dosagem de beta-hCG evidenciou 40000 UI. O ultrassom demonstrou múltiplas vesículas, e o laudo veio como gestação molar completa. Nesse caso, é necessário
A alternativa correta é a D: realizar aspiração intrauterina e acompanhar com dosagem seriada de beta-hCG.
Revisado editorialmente
Gestação molar completa deve ser evacuada, preferencialmente por aspiração uterina, seguida de monitorização seriada de beta-hCG para detectar persistência de doença trofoblástica. Indução medicamentosa e curetagem cortante isolada não são as estratégias preferidas para o esvaziamento inicial.
Mola hidatiforme completa: evacuação uterina e seguimento pós-molar com beta-hCG.
Incorreta. Repetir exames sem evacuar posterga tratamento de uma mola já diagnosticada.
Incorreta como melhor resposta. Avaliação torácica pode ser necessária em contexto de NTG, mas não substitui evacuação.
Incorreta. Misoprostol não é o método preferido para esvaziamento de mola.
Correta. Aspiração uterina seguida de beta-hCG seriado é o manejo central.
Incorreta. Curetagem cortante isolada não é preferida à aspiração a vácuo.
Em 2022, FIGO e referências de doença trofoblástica já recomendavam evacuação por sucção para mola completa com preservação uterina e seguimento seriado do hCG até normalização, seguido de período adicional de vigilância para detectar NTG pós-molar.
Aspiração a vácuo e seguimento com hCG permanecem padrão. Protocolos contemporâneos encurtaram e diferenciaram a vigilância após normalização: em mola completa, recomendações modernas frequentemente mantêm alguns meses adicionais de hCG; em mola parcial, o acompanhamento pode ser encerrado mais cedo após confirmação da normalização, conforme protocolo local.
O tratamento inicial não mudou. A principal evolução é reduzir e individualizar o tempo de vigilância pós-normalização do hCG conforme o tipo de mola, evitando seguimentos excessivamente longos sem benefício demonstrado.
EBSERH / Instituto AOCP · Exame Nacional de Residência — ENARE 2022/2023 — Acesso Direto — Tipo 1.
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