A · correta
Correta segundo o gabarito histórico de 2022: testagem rápida e AZT intraparto diante de diagnóstico tardio/status virológico desconhecido.
Resposta correta: alternativa A. Tema: prevenção da transmissão vertical do HIV sem pré-natal.
Uma gestante de 18 anos, G1, que não realizou pré-natal, com aproximadamente 38 semanas de idade gestacional, calculada pela data da última menstruação, chega à maternidade em trabalho de parto, com 3 contrações em 10 minutos e toque vaginal colo esvaecido com 6 cm de dilatação. Nesse caso, visando reduzir os riscos de transmissão vertical do HIV, é correto afirmar que
A alternativa correta é a A: deve ser realizado teste rápido de HIV na admissão e, caso o resultado seja positivo, iniciar infusão de AZT.
Revisado editorialmente
Gestante sem testagem prévia deve ser testada na admissão. Diante de teste positivo em trabalho de parto, medidas intraparto para reduzir transmissão vertical são iniciadas conforme protocolo e carga viral conhecida ou desconhecida; positividade isolada não torna cesárea uma indicação absoluta. Procedimentos invasivos devem ser evitados quando possível.
Prevenção da transmissão vertical do HIV no diagnóstico intraparto tardio.
Correta segundo o gabarito histórico de 2022: testagem rápida e AZT intraparto diante de diagnóstico tardio/status virológico desconhecido.
Incorreta. HIV reagente não é indicação absoluta de cesárea em qualquer fase do parto.
Incorreta. Amniotomia precoce não é medida preventiva e pode aumentar exposição fetal.
Incorreta. Episiotomia e parto instrumental não devem ser usados apenas para acelerar o nascimento por HIV.
Incorreta. Nenhum teste isolado exclui completamente infecção em todas as circunstâncias; janela imunológica e algoritmo vigente importam.
Em 2022, protocolos brasileiros de prevenção da transmissão vertical recomendavam testagem rápida no parto quando o status era desconhecido e uso de zidovudina intravenosa intraparto em cenários de diagnóstico tardio ou carga viral desconhecida/elevada, além de profilaxia neonatal e orientação sobre via de parto conforme risco virológico.
A testagem intraparto continua obrigatória quando necessária, porém o uso de AZT IV e a via de parto são hoje explicitamente individualizados pela carga viral próxima ao parto, adesão à TARV, tempo de tratamento e estágio obstétrico. Supressão viral adequada permite parto vaginal quando não há outra indicação de cesárea.
O princípio não mudou: identificar HIV no parto e reduzir transmissão imediatamente. O refinamento atual é maior individualização pelo controle virológico, evitando transformar AZT IV ou cesárea em respostas universais fora do contexto da prova histórica.
EBSERH / Instituto AOCP · Exame Nacional de Residência — ENARE 2022/2023 — Acesso Direto — Tipo 1.
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