A · incorreta
Incorreta. Anticonvulsivantes não são tratamento de rotina de crise de perda de fôlego típica.
Resposta correta: alternativa D. Tema: Orientação familiar na crise de perda de fôlego cianótica.
Uma criança de 1 ano é levada para avaliação, por ter apresentado cianose, que ocorreu após período de choro prolongado, sem perda de consciência e com resolução espontânea. Após avaliação neurológica detalhada, o quadro é definido como perda de fôlego cianótica. Qual é sua postura perante os pais quanto a esse diagnóstico?
A alternativa correta é a D: Tranquiliza os pais, deixando claro que o episódio é benigno e autolimitado.
Revisado editorialmente
A alternativa D é a correta. O espasmo do choro cianótico é um evento benigno e autolimitado, precipitado por choro intenso, com cianose e recuperação espontânea, sem indicar epilepsia ou maior risco de parada cardiorrespiratória. A orientação deve tranquilizar a família e evitar intervenções desnecessárias. Em recorrência ou sinais atípicos, deve-se reavaliar o diagnóstico e pesquisar anemia ferropriva quando indicado.
Crise de perda de fôlego cianótica: diagnóstico clínico, benignidade e diferenciais.
Incorreta. Anticonvulsivantes não são tratamento de rotina de crise de perda de fôlego típica.
Incorreta. O episódio não prediz alta probabilidade de epilepsia subsequente.
Incorreta. A maioria das crianças tem desenvolvimento neurológico normal; encaminhamento multidisciplinar não é rotina apenas por esse diagnóstico.
Correta. Reassurance e orientação familiar são a base do manejo de um episódio típico e autolimitado.
Incorreta. Perda de fôlego típica não implica risco elevado de parada cardiorrespiratória; sinais atípicos exigem reavaliação diagnóstica.
Em 2022, a literatura pediátrica já considerava as crises de perda de fôlego típicas como eventos benignos e autolimitados, sem indicação de anticonvulsivantes e com avaliação dirigida de ferro em casos frequentes ou sugestivos.
O manejo permanece essencialmente igual: reconhecer o padrão clínico, tranquilizar a família, evitar investigação excessiva quando o quadro é típico e pesquisar/tratar deficiência de ferro conforme contexto.
Sem mudança prática relevante. O principal refinamento atual é evitar tanto a banalização de episódios atípicos quanto a medicalização de episódios clássicos benignos.
EBSERH / Instituto AOCP · Exame Nacional de Residência — ENARE 2022/2023 — Acesso Direto — Tipo 1.
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