A · correta
Correta. Hipocomplementemia por C3 é muito comum e a recuperação em 6–8 semanas é útil no seguimento e no diagnóstico diferencial.
Resposta correta: alternativa A. Tema: Consumo e normalização do complemento na glomerulonefrite pós-estreptocócica.
A glomerulonefrite difusa aguda pós-estreptocócica é a mais comum das glomerulopatias da infância. Sobre essa glomerulonefrite, assinale a alternativa correta.
A alternativa correta é a A: A dosagem do complemento sérico é obrigatória, tendo seus valores diminuídos em 95 a 98% dos casos, sendo que sua normalização em 4 a 8 semanas é um marcador importante de prognóstico e diagnóstico diferencial.
Revisado editorialmente
A alternativa A é a correta. O complemento, especialmente C3, costuma estar reduzido na glomerulonefrite pós-estreptocócica e tende a normalizar em quatro a oito semanas; a persistência da hipocomplementemia sugere outro diagnóstico. Hematúria é muito frequente, enquanto insuficiência renal grave não é a complicação mais comum. A sobrecarga de volume decorre principalmente de retenção hidrossalina, não de dano miocárdico intrínseco.
Glomerulonefrite pós-estreptocócica: hipocomplementemia transitória e seguimento do C3.
Correta. Hipocomplementemia por C3 é muito comum e a recuperação em 6–8 semanas é útil no seguimento e no diagnóstico diferencial.
Incorreta como melhor alternativa. Hematúria é frequente, porém a formulação sobre proteinúria e gravidade é excessiva e menos precisa que A.
Incorreta. Insuficiência renal grave com oligoanúria intensa não é uma das complicações mais comuns na maioria das crianças.
Incorreta. Encefalopatia hipertensiva pode ocorrer, mas alterações fundoscópicas típicas de hipertensão crônica não são esperadas na maioria dos casos agudos.
Incorreta. Congestão pode ser frequente, porém decorre de hipervolemia e não de dano miocárdico intrínseco.
Em 2022, a síndrome nefrítica pós-estreptocócica já era reconhecida por hematúria, edema, hipertensão e consumo transitório de C3, com tratamento predominantemente de suporte e investigação adicional se o complemento não normalizasse no intervalo esperado.
O princípio permanece. O manejo continua centrado em controle de volume e pressão, tratamento de complicações e reavaliação diagnóstica quando há curso atípico, incluindo hipocomplementemia persistente, insuficiência renal progressiva ou proteinúria importante prolongada.
Sem mudança relevante no gabarito. A principal atualização é reforçar que persistência de C3 baixo ou evolução renal atípica deve desencadear revisão diagnóstica e, conforme o caso, investigação nefrológica mais ampla.
EBSERH / Instituto AOCP · Exame Nacional de Residência — ENARE 2022/2023 — Acesso Direto — Tipo 1.
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