Medicina Preventiva e Social

Questão 27 — USP-RP 2026 — Acesso Direto (R1)

Resposta correta: alternativa C. Tema: acidente escorpiônico em criança e indicação de soro.

Enunciado

Uma criança do sexo masculino, de 6 anos, foi trazida pelos pais à Unidade de Saúde da Família (USF) Rural com a história de que, há cerca de 40 minutos, a criança havia sido picada por um escorpião no hálux. Nesta unidade há soros antiescorpiônicos, antiofídicos e antiaracnídicos. A criança tinha queixas de dores de forte intensidade no local da picada, náuseas, com 2 episódios de vômitos após o acidente, mas sem evacuações. Negava queixas cardiorrespiratórias, dores abdominais ou cefaleia. Ao exame físico o paciente estava com sudorese, palidez, sialorreia e tinha tremores de extremidades. As auscultas pulmonar e cardíaca estavam sem alterações, a FR: 25 ipm; FC: 139 bpm, a pressão arterial estava no limite superior da normalidade para a idade e altura e havia pequeno eritema ao redor do local da picada. Qual a melhor conduta, além da realização do bloqueio anestésico com lidocaína no local da picada?

  1. Infundir soro antiescorpiônico e manter a criança em observação na USF, por no mínimo 6 horas.
  2. Manter a criança em observação no serviço por pelo menos 6 horas após o acidente.
  3. Infundir soro antiescorpiônico antes de transferir a criança para uma unidade hospitalar.
  4. Transferir imediatamente a criança para uma unidade hospitalar mais próxima da USF.

Gabarito oficial

A alternativa correta é a C: Infundir soro antiescorpiônico antes de transferir a criança para uma unidade hospitalar.

Correção comentada

Revisado editorialmente

Escorpionismo moderado a grave em criança, com sinais sistêmicos: soro antiescorpiônico e transferência para hospital.

O que a questão cobra

Acidente escorpiônico em criança e indicação de soro.

Raciocínio

  1. A criança de 6 anos tem dor intensa e sinais sistêmicos (vômitos, sudorese, sialorreia, tremores, taquicardia), o que caracteriza quadro moderado ou grave.
  2. Crianças são o grupo de maior risco, com evolução para edema pulmonar e choque cardiogênico.
  3. O soro deve ser dado logo, na própria unidade, que o possui, e a criança deve ser transferida para hospital com recursos de terapia intensiva. Observação só por 6 h cabe aos casos leves.

Armadilha de prova

Tratar como caso leve por haver apenas picada no hálux.

Regra para lembrar

Escorpião + sintomas sistêmicos em criança = soro já e transferência.

Se você errou, revise

  • Revise o escorpionismo e a classificação de gravidade.
  • Revise as doses de soro antiescorpiônico.

Alternativa por alternativa

A · incorreta

Incorreta. Observar na USF mesmo após o soro não garante vigilância adequada para um caso moderado a grave.

B · incorreta

Incorreta. A observação isolada é para quadro leve, apenas com dor local.

C · correta

Correta. Escorpionismo moderado a grave em criança, com sinais sistêmicos: soro antiescorpiônico e transferência para hospital.

D · incorreta

Incorreta. Transferir sem dar o soro atrasa o tratamento específico.

Fonte oficial

HCFMRP-USP / COREME · Residência Médica HCFMRP-USP 2026 — Programas de Acesso Direto (R1) — Prova Objetiva.

Caderno oficial ↗ · Gabarito oficial ↗

Referências

  • https://extranet.hcrp.usp.br/novorh/arquivos/3234/E32342011202518298.pdf
  • https://extranet.hcrp.usp.br/novorh/arquivos/3234/E323420112025190856.pdf

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