Clínica Médica

Questão 86 — USP-RP 2026 — Acesso Direto (R1)

Resposta correta: alternativa C. Tema: controle da frequência cardíaca na tireotoxicose com fibrilação atrial.

Enunciado

Mulher, 72 anos, hipertensa e com fibrilação atrial crônica, procura atendimento devido dispneia progressiva há 5 dias. Refere perda de peso, tremores finos e agitação nos últimos meses. Exame físico: FC: 128 bpm, PA: 150×80 mmHg, FR: 24 ipm, SatO2 96% em ar ambiente, T: 37,6°C, consciente e orientada, sem estertores pulmonares ou sinais de congestão periférica. Exames complementares: Hb: 13,4 g/dL, leucócitos: 9 000/mm³, plaquetas: 228 000/mm³, ureia: 52 mg/dL, creatinina: 1,1mg/dL, troponina ultrassensível: negativa, TSH < 0,01 µUI/mL, T4 livre: 3,4 ng/dL (VR 0,8 - 1,8), pH: 7,37, pCO2: 42 mmHg, HCO2: 23 mEq/L, BE 1. Qual é a melhor opção para controle inicial da frequência cardíaca nesse caso?

Página oficial com os elementos visuais da questão 86.
Imagem reproduzida do caderno oficial da prova.
  1. Esmolol via endovenosa.
  2. Metoprolol via endovenosa.
  3. Propranolol via oral.
  4. Atenolol via oral.

Gabarito oficial

A alternativa correta é a C: Propranolol via oral.

Correção comentada

Revisado editorialmente

Tireotoxicose com FA de alta resposta e sem sinais de congestão: betabloqueador não seletivo, como o propranolol, para controle inicial.

O que a questão cobra

Controle da frequência cardíaca na tireotoxicose com fibrilação atrial.

Raciocínio

  1. A paciente tem perda de peso, tremores e agitação, TSH suprimido e T4 livre de 3,4: tireotoxicose.
  2. A fibrilação atrial com FC de 128 bpm é resposta ao excesso de hormônio tireoidiano.
  3. O betabloqueador não seletivo, propranolol, é o preferido na tireotoxicose pois bloqueia também a conversão periférica de T4 em T3 e controla os sintomas adrenérgicos.
  4. A paciente está estável e sem congestão, o que permite a via oral.

Armadilha de prova

Escolher esmolol por ser de ação curta, sem haver instabilidade.

Regra para lembrar

Tireotoxicose com taquiarritmia estável: propranolol (não seletivo) por via oral.

Se você errou, revise

  • Revise a tireotoxicose e a tempestade tireoidiana.
  • Revise os betabloqueadores na doença tireoidiana.

Alternativa por alternativa

A · incorreta

Incorreta. O esmolol endovenoso é reservado a casos graves ou à tempestade tireoidiana, e a paciente está estável.

B · incorreta

Incorreta. O metoprolol EV não oferece a vantagem do bloqueio não seletivo e não é necessário em paciente estável.

C · correta

Correta. Tireotoxicose com FA de alta resposta e sem sinais de congestão: betabloqueador não seletivo, como o propranolol, para controle inicial.

D · incorreta

Incorreta. O atenolol não é preferido, pois a ação cardiosseletiva não bloqueia a conversão periférica de T4.

Fonte oficial

HCFMRP-USP / COREME · Residência Médica HCFMRP-USP 2026 — Programas de Acesso Direto (R1) — Prova Objetiva.

Caderno oficial ↗ · Gabarito oficial ↗

Referências

  • https://extranet.hcrp.usp.br/novorh/arquivos/3234/E32342011202518298.pdf
  • https://extranet.hcrp.usp.br/novorh/arquivos/3234/E323420112025190856.pdf

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