Pediatria

Questão 41 — USP-RP 2026 — Acesso Direto (R1)

Resposta correta: alternativa A. Tema: diferenciação entre cianose central e periférica em cardiopatias congênitas.

Enunciado

Leia a descrição de 2 casos clínicos de crianças com cianose e responda à pergunta a seguir: Caso 1: recém-nascido, a termo, com 8 horas de vida, pulsos estão cheios, frequência cardíaca de 130 bpm, sopro contínuo mais audível no dorso, frequência respiratória de 56 ipm, ausculta respiratória sem ruídos adventícios. Caso 2: criança de 4 meses. A mãe refere que a criança sempre fica cianótica ao chorar, mas que desta vez está pior. Pulsos estão cheios, frequência cardíaca de 150 bpm, sopro sistólico em rebordo esternal esquerdo alto, frequência respiratória de 48 ipm, ausculta respiratória sem ruídos adventícios. Como se classifica a cianose de cada um dos casos apresentados?

Página oficial com os elementos visuais da questão 41.
Imagem reproduzida do caderno oficial da prova.
  1. Caso 1: central. Caso 2: central.
  2. Caso 1: periférica. Caso 2: central.
  3. Caso 1: central. Caso 2: periférica.
  4. Caso 1: periférica. Caso 2: periférica.

Gabarito oficial

A alternativa correta é a A: Caso 1: central. Caso 2: central.

Correção comentada

Revisado editorialmente

Cianose central em ambos os casos: um é cardiopatia cianótica neonatal, e o outro é tetralogia de Fallot com crise de hipóxia.

O que a questão cobra

Diferenciação entre cianose central e periférica em cardiopatias congênitas.

Raciocínio

  1. Cianose central decorre de hipoxemia arterial e acomete mucosas e língua; a periférica é de extremidades por baixa perfusão, com saturação normal.
  2. No caso 1, recém-nascido com 8 horas de vida, pulsos cheios e sopro contínuo no dorso, o quadro sugere cardiopatia ducto-dependente com cianose central.
  3. No caso 2, lactente cianótico ao choro, com sopro sistólico em borda esternal esquerda alta, a tetralogia de Fallot explica a cianose central com crises de hipoxia.
  4. Ambos os casos são, portanto, de cianose central.

Armadilha de prova

Chamar de periférica a cianose de extremidades sem avaliar mucosas e perfusão.

Regra para lembrar

Cianose central = hipoxemia (mucosas); periférica = perfusão ruim, mucosas rosadas.

Se você errou, revise

  • Revise as cardiopatias congênitas cianóticas.
  • Revise o teste do oxímetro e a diferenciação de cianose.

Alternativa por alternativa

A · correta

Correta. Cianose central em ambos os casos: um é cardiopatia cianótica neonatal, e o outro é tetralogia de Fallot com crise de hipóxia.

B · incorreta

Incorreta. No caso 1, a cianose é central, pois há hipoxemia e não há sinais de baixa perfusão.

C · incorreta

Incorreta. No caso 2, a cianose ao choro com sopro é central, da tetralogia de Fallot.

D · incorreta

Incorreta. Nenhum dos casos é de baixa perfusão periférica; os pulsos estão cheios.

Fonte oficial

HCFMRP-USP / COREME · Residência Médica HCFMRP-USP 2026 — Programas de Acesso Direto (R1) — Prova Objetiva.

Caderno oficial ↗ · Gabarito oficial ↗

Referências

  • https://extranet.hcrp.usp.br/novorh/arquivos/3234/E32342011202518298.pdf
  • https://extranet.hcrp.usp.br/novorh/arquivos/3234/E323420112025190856.pdf

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