A · análise
Era defendida no preliminar e malária na gestação realmente pode justificar acompanhamento especializado, mas o definitivo anulou o item.
Esta questão foi anulada no gabarito definitivo. O tema central é Classificação de Risco Gestacional.
Questão anulada no gabarito definitivo
Questão sobre classificação de risco gestacional na atenção primária. Pergunta qual condição clínica indica referência para pré-natal de alto risco. Alternativas: malária no 3º trimestre, anemia com Hb 9,5, gestação gemelar dicoriônica diamniótica, diabetes gestacional controlada com dieta. Qual condição clínica indica referência da gestante para acompanhamento conjunto em centro de referência especializado (pré-natal de alto risco)?
Revisado editorialmente
Status oficial: Esta questão foi anulada no gabarito definitivo e é preservada para estudo editorial.
A condição que indica referência para pré-natal de alto risco é a malária no 3º trimestre (alternativa A). A malária na gestação é considerada alto risco devido ao risco de complicações materno-fetais graves, como anemia, insuficiência placentária, parto prematuro e óbito fetal.
A classificação de risco gestacional é fundamental para direcionar o acompanhamento pré-natal. Gestantes de risco habitual são aquelas sem intercorrências, com idade entre 16 e 34 anos. Risco intermediário inclui condições como anemia moderada, gemelar dicoriônica, diabetes gestacional controlada com dieta, entre outras, que podem ser acompanhadas na APS com apoio do pré-natal de alto risco. Alto risco inclui condições como malária, anemia grave (Hb < 9), gestação monocoriônica, diabetes gestacional com insulina, pré-eclâmpsia, cardiopatias, etc., que exigem referência a serviço especializado. A classificação deve ser reavaliada a cada consulta, pois pode mudar com a evolução da gestação.
Malária na gestação é sempre alto risco; anemia grave, monocoriônica e DMG com insulina também.
Estratificação de risco gestacional, referência ao pré-natal especializado e limites dos fluxos administrativos locais.
Era defendida no preliminar e malária na gestação realmente pode justificar acompanhamento especializado, mas o definitivo anulou o item.
Anemia com Hb 9,5 g/dL é geralmente moderada e pode ser tratada inicialmente com reposição/investigação, escalando conforme gravidade ou refratariedade.
Gestação gemelar DiDi tem risco superior ao de gestação única e recebe seguimento especializado em muitas redes, contribuindo para a ambiguidade do item.
DMG controlada com dieta frequentemente admite cuidado compartilhado; necessidade de farmacoterapia ou complicações aumenta a complexidade do seguimento.
À época da prova, o Manual de Gestação de Alto Risco do Ministério da Saúde e fluxos regionais orientavam referência conforme condição materna/fetal e capacidade da rede, mas a nomenclatura administrativa de risco intermediário e alto risco não era perfeitamente uniforme entre serviços.
A prática atual continua dependente de estratificação clínica e do desenho da rede local. Condições como malária, gemelaridade, anemia e diabetes gestacional exigem diferentes graus de compartilhamento/especialização conforme gravidade, controle e recursos disponíveis.
O problema central não foi uma grande mudança clínica, mas a falta de uma matriz administrativa única e explícita no enunciado. Por isso a anulação definitiva deve ser preservada e qualquer discussão das alternativas deve ser apresentada apenas como conteúdo pedagógico.
INEP · Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica 2025.
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