A conduta correta é notificar o Conselho Tutelar em caso de suspeita de maus-tratos, como na alternativa B, que apresenta equimoses em diferentes estágios de cicatrização e comportamento de evitação, sinais clássicos de abuso físico.
Achados-chave
- equimoses em vários estágios de evolução
- localização em face, pernas e coxas
- evita falar sobre o fato
- morando temporariamente com tios
Como pensar a questão
- Identificar sinais de maus-tratos: lesões em diferentes estágios de cicatrização, localizações típicas (face, coxas) e comportamento de evitação.
- Diferenciar de outras causas: meningite (A), dengue (C) e linfoma (D) não são maus-tratos.
- Lembrar que a suspeita é suficiente para notificar ao Conselho Tutelar, sem necessidade de confirmação diagnóstica.
Conceito central
Maus-tratos infantojuvenil: A violência contra crianças e adolescentes pode se manifestar por agressão física, psicológica ou negligência. Sinais de alerta incluem lesões em diferentes estágios de cicatrização, localizações suspeitas (nuca, costas, abdome, coxas), fraturas múltiplas, hematoma subdural e hemorragia retiniana. A suspeita é suficiente para notificar o Conselho Tutelar ou a Vara da Infância, sem aguardar confirmação. A não notificação pelo médico acarreta multa. O diagnóstico diferencial inclui doenças infecciosas e neoplásicas, mas a presença de lesões inexplicáveis e comportamento de evitação reforça a hipótese de abuso.
Regra de bolso
Lesões em diferentes estágios + localização suspeita = notificar Conselho Tutelar.