A · correta
Correta entre as alternativas, mas exige confirmação histológica e exclusão de carcinoma.
Resposta correta: alternativa A. Tema: Sangramento Pós-Menopausa.
Mulher de 72 anos, menopausa aos 53, obesa, nulípara, sem reposição hormonal, apresenta sangramento vaginal há 2 dias. Exame especular: lesão polipoide no colo. USG: 3 nódulos uterinos (intramurais e submucoso), endométrio de 8 mm. Qual a principal hipótese diagnóstica? Qual é a principal hipótese diagnóstica para o sangramento pós-menopausa?
A alternativa correta é a A: Hiperplasia endometrial.
Revisado editorialmente
A principal hipótese é hiperplasia endometrial, pois a paciente apresenta sangramento pós-menopausa e endométrio de 8 mm à USG, o que é anormal. A hiperplasia endometrial é uma causa comum de sangramento nessa faixa etária, e o pólipo cervical é achado incidental.
Sangramento pós-menopausa é definido como sangramento vaginal que ocorre após 12 meses de amenorreia. A principal causa é atrofia endometrial, mas é essencial excluir hiperplasia e câncer endometrial. A ultrassonografia transvaginal é o primeiro exame: endométrio <4 mm tem alto valor preditivo negativo para malignidade; >4 mm indica necessidade de biópsia. A hiperplasia endometrial é uma proliferação glandular anormal, podendo ser típica ou atípica, com risco de progressão para câncer. Fatores de risco incluem obesidade, nuliparidade, menopausa tardia e uso de estrogênio sem progestágeno. O tratamento depende do tipo e da atipia, podendo ser clínico com progestágenos ou cirúrgico com histerectomia. A investigação deve incluir histeroscopia com biópsia dirigida.
Sangramento pós-menopausa: endométrio >4 mm exige investigação para hiperplasia ou câncer.
Sangramento pós-menopausa: espessura endometrial, hiperplasia e exclusão de câncer.
Correta entre as alternativas, mas exige confirmação histológica e exclusão de carcinoma.
Menos provável como resposta principal; pólipo cervical pode sangrar, porém não explica com segurança o endométrio espessado.
Menos provável; mioma não deve receber a culpa pelo sangramento pós-menopausa antes de excluir doença endometrial.
Incorreta; atrofia costuma cursar com endométrio fino.
Em 2025, já se utilizava endométrio fino, tipicamente ≤4 mm, como achado de alto valor preditivo negativo em episódio inicial de sangramento pós-menopausa; espessamento maior exigia investigação adicional/amostragem.
A prática atual mantém o mesmo princípio: sangramento pós-menopausa deve ser investigado, e endométrio acima do limiar de baixo risco ou sangramento recorrente/persistente demanda avaliação endometrial, frequentemente com amostragem e histeroscopia conforme o caso.
Conceito permanece estável. A atualização editorial é enfatizar que a pergunta pede hipótese, mas a assistência exige exclusão histológica de malignidade.
INEP · Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica 2025.
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