A · correta
Correta. Demonstra simultaneamente proteinúria em faixa nefrótica e hipoalbuminemia marcada; somadas ao edema descrito, essas alterações caracterizam a síndrome nefrótica.
Resposta correta: alternativa A. Tema: Síndrome Nefrótica.
Homem de 50 anos com astenia, constipação e fezes em fita há 15 dias, edema de membros inferiores até raiz da região crural bilateral, perda de 10 kg em 6 meses. Nega hipertensão e diabetes. Exames mostram proteinúria de 3,6 g/24h, albumina sérica 1,8 g/dL, triglicerídeos 200 mg/dL e hematúria discreta. Quais achados laboratoriais são necessários para definir a síndrome renal do paciente?
A alternativa correta é a A: Proteinúria de 24h = 3,6 g e albumina sérica = 1,8 g/dL.
Revisado editorialmente
A conduta correta é definir a síndrome nefrótica pela tríade edema, proteinúria > 3,5 g/dia e hipoalbuminemia. No caso, proteinúria de 3,6 g/24h e albumina sérica de 1,8 g/dL confirmam o diagnóstico. Hematúria discreta e hipertrigliceridemia são achados associados, não critérios diagnósticos.
A síndrome nefrótica é uma síndrome glomerular caracterizada por proteinúria maciça (>3,5 g/dia), hipoalbuminemia (<3,0 g/dL), edema e hiperlipidemia. O diagnóstico é clínico-laboratorial, baseado na tríade clássica: edema, proteinúria nefrótica e hipoalbuminemia. A hiperlipidemia e a lipidúria são consequências, não critérios diagnósticos. A hematúria pode estar presente, mas não é necessária para o diagnóstico. A síndrome nefrótica pode ser primária (doenças glomerulares idiopáticas) ou secundária a condições como diabetes, lúpus, amiloidose, infecções e neoplasias. No paciente com perda de peso e alteração do hábito intestinal, deve-se suspeitar de neoplasia, como câncer colorretal, associado a glomerulopatia membranosa. O tratamento inclui medidas sintomáticas, dieta hipossódica, diuréticos, inibidores da ECA e corticosteroides ou imunossupressores conforme a etiologia.
Síndrome nefrótica: edema + proteinúria >3,5 g/dia + albumina <3 g/dL.
Síndrome nefrótica no adulto: reconhecer proteinúria em faixa nefrótica e hipoalbuminemia como núcleo laboratorial do fenótipo
Correta. Demonstra simultaneamente proteinúria em faixa nefrótica e hipoalbuminemia marcada; somadas ao edema descrito, essas alterações caracterizam a síndrome nefrótica.
Incorreta. A proteinúria de 3,6 g/24 h é decisiva, mas triglicerídeos elevados são achado associado e não substituem a hipoalbuminemia como componente central do fenótipo nefrótico.
Incorreta. Hematúria discreta e hipertrigliceridemia não demonstram a perda maciça de proteína nem sua repercussão sérica. Essa combinação poderia ocorrer em outros contextos e não define síndrome nefrótica.
Incorreta. Hipoalbuminemia é importante, porém sem demonstrar proteinúria em faixa nefrótica não é possível atribuir a albumina baixa a um fenótipo nefrótico renal. Hematúria isolada tampouco cumpre esse papel.
Na época do ENAMED 2025, a diretriz KDIGO 2021 para doenças glomerulares permanecia a referência ampla para glomerulopatias em adultos. A avaliação de doença glomerular utilizava quantificação de proteinúria, sedimento urinário, função renal e avaliação etiológica; o conceito adulto clássico de síndrome nefrótica permanecia baseado em proteinúria intensa, hipoalbuminemia e edema, com hiperlipidemia como achado frequente. Atualizações KDIGO de 2024-2025 ocorreram por capítulos específicos, mas não modificaram esse reconhecimento sindrômico adulto.
Em 2026, o conceito adulto permanece estável. A KDIGO continua atualizando capítulos específicos da diretriz de doenças glomerulares; a diretriz 2025 de síndrome nefrótica é pediátrica e não altera a definição sindrômica neste adulto. Na prática atual, a quantificação pode ser feita por coleta de 24 horas ou por relação proteína/creatinina em amostra adequada, conforme contexto, e a investigação etiológica deve ser individualizada. O núcleo da questão — proteinúria em faixa nefrótica + hipoalbuminemia no paciente edemaciado — continua válido.
Não houve mudança entre 2025 e 2026 que altere a resposta A. A atualização mais importante é metodológica, não conceitual: na prática, proteinúria pode ser quantificada por diferentes métodos validados e o limiar exato pode ser expresso em g/dia ou equivalentes por relação proteína/creatinina. Para esta prova, 3,6 g/24 h e albumina 1,8 g/dL são inequívocos. A perda ponderal e os sintomas intestinais merecem investigação etiológica urgente, mas não mudam a definição da síndrome.
INEP · Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica 2025.
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