A · incorreta
Incorreta. NF1 se associa a manchas café-com-leite, efélides, neurofibromas e outros achados, não ao conjunto SEGA + máculas hipomelanóticas.
Resposta correta: alternativa B. Tema: Esclerose Tuberosa.
Lactente de 9 meses, com crises epilépticas há 3 meses, caracterizadas por espasmos em flexão dos membros superiores, semelhantes a sustos, ocorrendo em sonolência. História gestacional e de parto normais. Exame físico: interage, mas não senta; manchas hipomelanóticas em membros inferiores e tronco. RM de crânio: dois astrocitomas de células gigantes subependimárias. Qual a principal hipótese diagnóstica?
A alternativa correta é a B: Esclerose tuberosa
Revisado editorialmente
A principal hipótese é esclerose tuberosa, pois o paciente apresenta dois critérios maiores: manchas hipomelanóticas (≥3, ≥5mm) e astrocitoma de células gigantes subependimárias, suficientes para diagnóstico definitivo.
A esclerose tuberosa (ET) é uma doença autossômica dominante causada por mutações nos genes TSC1 ou TSC2, levando à formação de hamartomas em múltiplos órgãos. O diagnóstico é clínico, baseado em critérios maiores e menores. Critérios maiores incluem manchas hipomelanóticas (≥3, diâmetro ≥5mm), angiofibromas faciais, fibromas ungueais, placa coriácea, hamartomas retinianos, nódulos subependimários, astrocitoma de células gigantes, rabdomioma cardíaco, linfangiomiomatose pulmonar e angiomiolipomas renais. Critérios menores incluem lesões dentárias, hamartomas retinianos não típicos, cistos renais, lesões de esmalte, fibromas gengivais e esclerose óssea. O diagnóstico definitivo requer ≥2 critérios maiores ou 1 maior + ≥2 menores. A ET é uma causa comum de síndrome de West, que se manifesta com espasmos infantis, hipsarritmia no EEG e regressão do desenvolvimento. O tratamento envolve controle das crises com vigabatrina ou ACTH, e manejo multidisciplinar das manifestações.
Dois critérios maiores de esclerose tuberosa fecham o diagnóstico.
Complexo da esclerose tuberosa com espasmos infantis e SEGA
Incorreta. NF1 se associa a manchas café-com-leite, efélides, neurofibromas e outros achados, não ao conjunto SEGA + máculas hipomelanóticas.
Correta. Espasmos infantis, máculas hipomelanóticas e SEGA formam um conjunto clássico do complexo da esclerose tuberosa.
Incorreta. Sturge-Weber costuma cursar com malformação capilar facial e angiomatose leptomeníngea, não com SEGA.
Incorreta. Von Hippel-Lindau predispõe a hemangioblastomas e neoplasias viscerais com fenótipo diferente.
Em 2025, os critérios internacionais atualizados de 2021 já definiam diagnóstico clínico do complexo da esclerose tuberosa por combinação de critérios maiores e menores ou por variante patogênica em TSC1/TSC2. Espasmos infantis em TSC exigiam tratamento rápido, frequentemente com vigabatrina.
A prática atual mantém os critérios diagnósticos de 2021 e reforça vigilância multissistêmica ao longo da vida, rastreamento de SEGA, manifestações renais e neuropsiquiátricas, além de tratamento precoce dos espasmos infantis. Terapias dirigidas à via mTOR são usadas em manifestações selecionadas.
Não houve mudança relevante no diagnóstico entre a prova e a prática atual. A principal sofisticação é enfatizar que o diagnóstico e o seguimento não terminam no reconhecimento da facomatose: há vigilância multissistêmica padronizada e tratamento precoce de manifestações neurológicas específicas.
INEP · Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica 2025.
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