A · análise
Artesunato é principalmente fármaco de tratamento, especialmente da malária grave, e não estratégia rotineira de quimioprofilaxia.
Esta questão foi anulada no gabarito definitivo. O tema central é Quimioprofilaxia da Malária.
Questão anulada no gabarito definitivo
Questão excluída do cálculo dos resultados oficiais
Médica de 32 anos, sem morbidades, contratada pelo Programa Mais Médicos para trabalhar em UBS no distrito indígena Yanomami, região endêmica para malária. Pergunta-se qual quimioprofilaxia está indicada. Qual quimioprofilaxia está indicada para médica que trabalhará em área endêmica de malária?
Revisado editorialmente
Status oficial: Esta questão foi excluída do cálculo dos resultados oficiais e é preservada para estudo editorial.
Não há quimioprofilaxia recomendada pelo Ministério da Saúde para áreas endêmicas no Brasil. A questão foi anulada, pois nenhuma alternativa está correta segundo a política nacional.
A malária é uma doença infecciosa causada por Plasmodium, transmitida por mosquitos Anopheles. No Brasil, o P. vivax é o principal agente. A prevenção baseia-se em proteção individual e diagnóstico/tratamento precoces. O Ministério da Saúde não recomenda quimioprofilaxia para viajantes ou trabalhadores em áreas endêmicas nacionais, devido à baixa eficácia contra P. vivax e à existência de rede de diagnóstico e tratamento. Diretrizes internacionais, como do CDC, recomendam doxiciclina ou primaquina em certas situações, mas não são adotadas no Brasil. A questão foi anulada por não haver alternativa correta.
No Brasil, não há quimioprofilaxia para malária em áreas endêmicas.
Prevenção da malária em área endêmica brasileira e limites da quimioprofilaxia
Artesunato é principalmente fármaco de tratamento, especialmente da malária grave, e não estratégia rotineira de quimioprofilaxia.
Doxiciclina pode ser usada como profilaxia em cenários selecionados e em recomendações internacionais, mas o item foi excluído e a política brasileira não a transforma em regra universal para trabalho em área endêmica nacional.
Primaquina possui indicações específicas e risco de hemólise em deficiência de G6PD; não é resposta profilática universal para o cenário descrito.
Cloroquina não é estratégia confiável para regiões com resistência de P. falciparum e não representa a política nacional de prevenção de forma geral.
Em 2025, o Ministério da Saúde não recomendava quimioprofilaxia rotineira para trabalhadores ou viajantes em áreas endêmicas brasileiras. A prevenção priorizava proteção individual, diagnóstico oportuno e tratamento precoce, com profilaxia reservada a situações excepcionais de alto risco.
Em 2026, a orientação nacional mantém a mesma lógica: não existe indicação universal de doxiciclina, primaquina ou cloroquina para qualquer trabalhador em área endêmica. Decisão excepcional de quimioprofilaxia deve considerar risco de P. falciparum, duração da exposição, acesso a diagnóstico/tratamento e contraindicações individuais.
Não houve mudança relevante entre a prova e 2026 na política brasileira: quimioprofilaxia continua não sendo rotina. A correção precisa evitar dois extremos — afirmar que 'nunca existe profilaxia' e afirmar que 'doxiciclina é sempre indicada'. O correto é reconhecer a excepcionalidade e individualização.
INEP · Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica 2025.
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