A · incorreta
DIU de cobre evita estrogênio e pode ser elegível, mas tende a aumentar sangramento e cólicas. É uma alternativa válida em muitos cenários, porém menos alinhada às queixas apresentadas.
Resposta correta: alternativa B. Tema: Contracepção em Lúpus e Trombose.
Mulher de 30 anos, nulípara, com lúpus eritematoso sistêmico e trombose venosa prévia, apresenta ciclos menstruais prolongados (8-10 dias), sangramento intenso e cólicas. Busca orientação sobre métodos contraceptivos, considerando critérios de elegibilidade da OMS. Qual é a melhor opção de contracepção para essa paciente?
A alternativa correta é a B: DIU de levonorgestrel.
Revisado editorialmente
A melhor opção é o DIU de levonorgestrel, pois é um progestágeno isolado, sem contraindicação absoluta para esta paciente, e reduz o sangramento menstrual, amenorreia em cerca de 85% das usuárias, aliviando os sintomas.
A contracepção em mulheres com lúpus eritematoso sistêmico (LES) e história de trombose venosa exige cautela. Os anticoncepcionais hormonais combinados (AHC) são contraindicados (categoria 4) devido ao risco de tromboembolismo, especialmente se houver anticorpos antifosfolipídeos. Os métodos progestágenos isolados, como o DIU de levonorgestrel, são seguros e eficazes, pois não aumentam o risco trombótico. O DIU de cobre é opção, mas pode agravar sangramento e dismenorreia. O DIU de levonorgestrel reduz o fluxo menstrual e é bem tolerado, sendo preferível em mulheres com queixas menstruais. A escolha deve considerar os critérios de elegibilidade da OMS e as comorbidades da paciente.
LES com trombose: evite estrogênio; DIU de levonorgestrel é a escolha.
Contracepção em lúpus com trombose prévia: elegibilidade e controle do sangramento
DIU de cobre evita estrogênio e pode ser elegível, mas tende a aumentar sangramento e cólicas. É uma alternativa válida em muitos cenários, porém menos alinhada às queixas apresentadas.
Correta na prova. O LNG-IUD evita estrogênio, é altamente eficaz e costuma reduzir sangramento. A elegibilidade clínica definitiva deve considerar a situação trombótica e imunológica completa.
Injetável mensal costuma ser contraceptivo combinado com estrogênio e não é a escolha apropriada diante de trombose venosa prévia.
Pílula combinada contém estrogênio; uso contínuo não elimina o risco trombótico.
Em 2025, critérios de elegibilidade já classificavam métodos combinados com estrogênio como inadequados em mulheres com história de trombose de maior risco e em LES com anticorpos antifosfolípides positivos ou desconhecidos. Métodos intrauterinos eram opções importantes, com vantagem do LNG-IUD quando havia sangramento menstrual intenso.
Em 2026, o raciocínio permanece: evitar estrogênio quando risco trombótico é relevante, avaliar aPL e anticoagulação e individualizar o método. O LNG-IUD segue particularmente atraente quando a paciente também apresenta menorragia, por combinar alta eficácia contraceptiva com redução do sangramento.
Não houve mudança que altere o gabarito B. A correção moderna apenas retira a simplificação 'progestagênio isolado = sempre sem contraindicação': em LES e VTE a categoria depende do perfil trombótico, presença de aPL, anticoagulação e outras comorbidades. Ainda assim, entre as opções fornecidas, o LNG-IUD é a melhor escolha.
INEP · Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica 2025.
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