A · incorreta
Incorreta. Crescimento merece acompanhamento, mas dislipidemia não é alvo rotineiro do seguimento e neuropediatria não é obrigatória em todo caso estável.
Resposta correta: alternativa D. Tema: Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade.
Criança de 9 anos com TDAH diagnosticado há 2 anos, em uso de metilfenidato há 1 ano, com boa resposta escolar. Pai solicita continuidade do tratamento. Questão aborda monitoramento necessário durante o uso crônico da medicação. Quais estratégias de monitoramento devem ser utilizadas durante o uso crônico de metilfenidato em criança com TDAH?
A alternativa correta é a D: Agendar consultas periódicas para verificação de estatura, peso e pressão arterial, com nova avaliação para retirada após 1 ano.
Revisado editorialmente
O monitoramento do uso crônico de metilfenidato em crianças inclui consultas periódicas para aferição de estatura, peso e pressão arterial, devido ao risco de supressão do apetite e aumento da PA. Deve-se reavaliar a necessidade da medicação após 1 ano, considerando a possibilidade de descontinuação.
O transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) é um transtorno do neurodesenvolvimento caracterizado por desatenção, hiperatividade e impulsividade, com início antes dos 12 anos e prejuízo em múltiplos ambientes. O tratamento envolve abordagem não farmacológica (psicoterapia, psicoeducação) e farmacológica, sendo os psicoestimulantes (metilfenidato, lisdexanfetamina) a primeira linha. O metilfenidato age inibindo a recaptação de dopamina e noradrenalina, melhorando a transmissão sináptica. Seus efeitos colaterais mais comuns incluem diminuição do apetite, perda de peso, insônia, cefaleia e aumento discreto da pressão arterial e frequência cardíaca. O monitoramento durante o uso crônico deve incluir avaliação periódica de peso, estatura, pressão arterial e sintomas, além de reavaliação da necessidade de continuação da medicação. Não há indicação de exames laboratoriais de rotina, como hemograma ou função tireoidiana, nem de uso de antipsicóticos para efeitos colaterais. A resposta ao tratamento é avaliada clinicamente, com escalas específicas e relatos de pais e professores.
No TDAH com metilfenidato, monitore peso, estatura e PA; reavalie após 1 ano.
Monitorização do tratamento crônico do TDAH com metilfenidato
Incorreta. Crescimento merece acompanhamento, mas dislipidemia não é alvo rotineiro do seguimento e neuropediatria não é obrigatória em todo caso estável.
Incorreta. A resposta terapêutica é clínica e funcional; testes psicodinâmicos não são padrão para monitorar eficácia do psicoestimulante.
Incorreta. Não há indicação de hemograma/TSH anuais de rotina nem de antipsicótico para efeitos adversos comuns do estimulante.
Correta. Peso, estatura e pressão arterial fazem parte do acompanhamento, com reavaliação periódica da necessidade terapêutica.
Em 2025, recomendações pediátricas já orientavam monitorar altura, peso, pressão arterial, frequência cardíaca, sono, apetite e resposta funcional durante uso de estimulantes, sem exigir exames laboratoriais de rotina em crianças assintomáticas.
A prática atual mantém os mesmos pilares: monitorização antropométrica e cardiovascular, avaliação de benefício funcional e eventos adversos e revisão periódica da necessidade de tratamento. Pausas ou testes de retirada podem ser considerados individualmente, não por regra anual fixa.
Não houve mudança central. A principal correção em relação a interpretações antigas é evitar transformar 'reavaliar após um ano' em obrigação de suspensão. O acompanhamento moderno é contínuo, centrado em benefício funcional e tolerabilidade, com decisões individualizadas.
INEP · Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica 2025.
Próximo passo
Responda uma amostra equilibrada e receba uma estimativa por área, com prioridade de revisão.