Na hérnia diafragmática congênita, o recém-nascido deve ser intubado imediatamente para ventilação mecânica, evitando ventilação com máscara. A massagem cardíaca pode ser necessária se a frequência cardíaca estiver <60 bpm, conforme protocolo de reanimação neonatal. Portanto, a conduta é intubação traqueal e massagem cardíaca externa se indicada.
Achados-chave
- apneia e bradicardia no 1º minuto
- desvio do íctus à direita
- abdome escavado
- ruídos hidroaéreos no hemitórax esquerdo
Como pensar a questão
- Reconhecer sinais de hérnia diafragmática: abdome escavado, ruídos hidroaéreos no tórax, desvio do íctus.
- Lembrar que a ventilação com máscara é contraindicada pelo risco de barotrauma.
- Indicar intubação traqueal imediata para ventilar.
- Avaliar frequência cardíaca; se <60 bpm, iniciar massagem cardíaca.
- Estabilizar antes da correção cirúrgica.
Conceito central
A hérnia diafragmática congênita é uma malformação do diafragma que permite a passagem de vísceras abdominais para o tórax, mais comum à esquerda. O diagnóstico pode ser pré-natal por ultrassonografia. Ao nascimento, o recém-nascido apresenta desconforto respiratório, abdome escavado, murmúrio vesicular diminuído e ruídos hidroaéreos no tórax. O manejo imediato inclui intubação traqueal e ventilação mecânica, evitando ventilação com máscara para prevenir distensão gástrica e piora da compressão pulmonar. A massagem cardíaca é realizada se a frequência cardíaca for <60 bpm, conforme protocolo de reanimação neonatal. A correção cirúrgica é adiada até estabilização, geralmente após 48 horas. O uso de óxido nítrico pode ser considerado para hipertensão pulmonar, mas não é rotina inicial. Surfactante não é indicado, pois a doença não é por deficiência de surfactante.
Regra de bolso
Hérnia diafragmática: intubar, nunca ventilar com máscara.