A · incorreta
Incorreta. EEG não é indicado na avaliação de rotina de uma criança neurologicamente saudável após convulsão febril simples e não prediz adequadamente recorrência ou epilepsia futura.
Resposta correta: alternativa C. Tema: Convulsão Febril.
Criança de 2 anos, há 7 dias, apresentou crise tônico-clônica generalizada com febre de 39,3°C, durando 2 minutos, sem recorrência em 24 horas. Exame físico e neurológico normais, compatível com infecção viral de vias aéreas superiores. Encaminhada ao matriciamento de pediatria. Qual a conduta adequada para uma criança com convulsão febril simples?
A alternativa correta é a C: Tranquilizar e orientar puericultura de rotina.
Revisado editorialmente
Conduta conservadora: tranquilizar os pais e orientar puericultura de rotina. A criança teve convulsão febril simples (duração <15 min, generalizada, sem recorrência em 24h, exame neurológico normal). Não há indicação de EEG, exames laboratoriais, imagem ou profilaxia.
A convulsão febril é a crise convulsiva mais comum na infância, ocorrendo entre 6 meses e 5 anos, associada a febre sem infecção do sistema nervoso central. Divide-se em simples (90%) e complexa (10%). A simples é generalizada, dura menos de 15 minutos, não recorre em 24 horas e tem recuperação completa. A complexa é focal, prolongada ou recorrente. Na simples, não há necessidade de exames laboratoriais, de imagem ou EEG. A punção lombar é indicada em menores de 12 meses, sinais de meningite, uso recente de antibióticos, ou recuperação lenta. O tratamento é sintomático da febre e orientação aos pais. A profilaxia anticonvulsivante não é recomendada de rotina. O prognóstico é bom, sem aumento significativo do risco de epilepsia.
Convulsão febril simples: tranquilizar, não investigar, não medicar.
Convulsão febril simples: reconhecimento e prevenção de excesso de investigação
Incorreta. EEG não é indicado na avaliação de rotina de uma criança neurologicamente saudável após convulsão febril simples e não prediz adequadamente recorrência ou epilepsia futura.
Incorreta. Profilaxia com barbitúrico não é recomendada após evento simples; a maioria das crianças tem evolução benigna e a toxicidade do tratamento supera o benefício preventivo.
Correta. A família deve ser tranquilizada, receber orientação sobre segurança e sinais de alarme e a criança segue puericultura habitual, enquanto a causa da febre é manejada conforme o quadro clínico.
Incorreta. Exames laboratoriais e neuroimagem não são necessários de rotina na convulsão febril simples; são reservados para suspeitas clínicas específicas.
Em 2025, a orientação consolidada da AAP e revisões pediátricas já recomendava não solicitar EEG, exames laboratoriais ou neuroimagem de rotina em crianças neurologicamente saudáveis após convulsão febril simples. Punção lombar deveria ser guiada por sinais de meningite e por contextos específicos, não por uma regra etária automática.
A conduta permanece estável em 2026: convulsão febril simples é manejada com orientação, tratamento da causa da febre e educação sobre recorrência. EEG, imagem e anticonvulsivantes profiláticos continuam sem indicação de rotina em criança com exame neurológico normal e crise típica.
Não houve mudança material entre a época da prova e a prática atual. O refinamento mais importante é corrigir a antiga ideia de que punção lombar seria automaticamente indicada em menores de 12 meses: hoje a decisão depende da suspeita clínica, status vacinal, uso prévio de antibiótico e capacidade de avaliação adequada.
INEP · Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica 2025.
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