A · análise
É a alternativa clinicamente mais coerente por reconhecer a urgência da PEP e a investigação de ISTs. Contudo, não é gabarito oficial final porque a questão foi anulada.
Esta questão foi anulada no gabarito definitivo. O tema central é IST, sífilis e profilaxia pós-exposição para HIV.
Questão anulada no gabarito definitivo
Mulher de 28 anos, assintomática, teve relação sexual desprotegida há 2 dias com parceiro com úlcera peniana tratada com benzetacil e teste rápido HIV reagente. Usa ACO, sem preservativo. Exame físico normal. Qual o manejo inicial para essa paciente?
Revisado editorialmente
Status oficial: Esta questão foi anulada no gabarito definitivo e é preservada para estudo editorial.
O manejo inicial inclui testagem para sífilis, HIV e hepatites B e C, início imediato de PEP para HIV com TDF/3TC + DTG por 28 dias, e tratamento empírico da sífilis com penicilina benzatina se teste reagente, pois a parceria teve úlcera tratada com benzetacil.
A sífilis é uma IST causada pelo Treponema pallidum, transmitida por contato sexual. Em parcerias com sífilis, o tratamento empírico é indicado se não for possível afastar a infecção, mesmo com teste inicial negativo, devido ao período de incubação. A profilaxia pós-exposição (PEP) para HIV deve ser iniciada em até 72 horas após exposição de risco, com TDF/3TC + DTG por 28 dias. A testagem para HIV, sífilis e hepatites é fundamental. A penicilina benzatina é o tratamento de escolha para sífilis recente.
Exposição de risco: PEP até 72h, teste para sífilis e tratar com penicilina.
Profilaxia pós-exposição sexual ao HIV e manejo simultâneo de ISTs
É a alternativa clinicamente mais coerente por reconhecer a urgência da PEP e a investigação de ISTs. Contudo, não é gabarito oficial final porque a questão foi anulada.
Desvia para investigação de ITU sem sintomas e não oferece a profilaxia pós-exposição necessária ao cenário.
O esquema proposto não corresponde à PEP brasileira padrão para esta exposição e a abordagem da sífilis não é a preferencial quando penicilina pode ser usada.
Urocultura e colpocitologia não respondem à urgência de exposição ao HIV e outras ISTs.
Em 2025, o PCDT brasileiro já estabelecia início da PEP o mais cedo possível e no máximo até 72 horas após exposição elegível, por 28 dias, com testagem inicial para HIV e avaliação concomitante de sífilis e hepatites. A ausência de sintomas não mudava a indicação quando o risco de exposição era relevante.
Em 2026, a orientação continua centrada em início imediato da PEP até 72 horas quando indicada, sem aguardar soroconversão. A consulta deve integrar testagem, vacinação/profilaxia para hepatite B quando pertinente, avaliação de outras ISTs e seguimento posterior, além de discutir PrEP quando houver risco recorrente.
Não houve mudança central no princípio clínico entre 2025 e 2026: PEP continua sendo uma intervenção tempo-dependente e não deve esperar sintomas ou exames de seguimento. O que muda editorialmente é preservar a anulação oficial da prova e, ao mesmo tempo, ensinar a lógica correta sem transformar uma alternativa anulada em gabarito retroativo.
INEP · Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica 2025.
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