A · correta
Correta. Baixa captação associada a betabloqueador e anti-inflamatório traduz a fisiopatologia e o manejo da tireoidite subaguda.
Resposta correta: alternativa A. Tema: Tireoidite Subaguda (De Quervain).
Mulher de 45 anos com febre, mialgia, dor cervical anterior irradiada para mandíbula e orelhas, após infecção viral respiratória há 2 semanas. Apresenta taquicardia desproporcional, tremores, tireoide dolorosa e aumentada, VHS e PCR elevados. Suspeita-se de tireoidite subaguda. Considerando a principal hipótese diagnóstica, quais exames complementares a sustentariam e qual o tratamento indicado?
A alternativa correta é a A: Redução da captação de iodo radioativo; betabloqueador e anti-inflamatório.
Revisado editorialmente
Na tireoidite subaguda (De Quervain), a cintilografia mostra redução da captação de iodo radioativo, devido à destruição folicular. O tratamento é sintomático com betabloqueadores para controle dos sintomas tireotóxicos e anti-inflamatórios (AINEs ou corticoide) para dor e inflamação. Tionamidas não são indicadas.
A tireoidite subaguda, também chamada de tireoidite de De Quervain ou granulomatosa, é uma inflamação da tireoide de causa viral, sendo a principal causa de dor tireoidiana. O quadro clínico típico inclui dor na região anterior do pescoço, que pode irradiar para mandíbula e orelhas, febre, mal-estar e sintomas de tireotoxicose (palpitações, tremores, taquicardia) devido à liberação de hormônios pré-formados. O diagnóstico é clínico e laboratorial, com elevação de VHS e PCR, e função tireoidiana mostrando TSH suprimido e T4 livre elevado na fase tireotóxica. A cintilografia de tireoide mostra captação reduzida de iodo radioativo, diferenciando de outras causas de tireotoxicose. O tratamento é sintomático: anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs) ou corticoide para dor e inflamação, e betabloqueadores para controle dos sintomas adrenérgicos. Tionamidas (metimazol, propiltiouracil) não são indicadas, pois não há aumento da síntese hormonal. A doença é autolimitada, com evolução em fases: tireotóxica, hipotireoidiana e recuperação, podendo deixar hipotireoidismo permanente em alguns casos.
Dor na tireoide + tireotoxicose + VHS alto = tireoidite subaguda; trate com AINE e betabloqueador.
Tireoidite subaguda destrutiva e diferenciação de hipertireoidismo verdadeiro
Correta. Baixa captação associada a betabloqueador e anti-inflamatório traduz a fisiopatologia e o manejo da tireoidite subaguda.
Incorreta. Nódulo quente sugere autonomia funcional, não tireoide difusamente dolorosa pós-viral.
Incorreta. Na fase tireotóxica espera-se TSH suprimido; TRAb elevado favorece Graves e radioiodo não trata tireoidite destrutiva.
Incorreta. TSH não sobe na fase tireotóxica inicial e metimazol não corrige liberação de hormônio pré-formado.
Em 2025, o manejo já se baseava em reconhecer tireotoxicose destrutiva com baixa captação, usar betabloqueador para sintomas adrenérgicos e anti-inflamatório para dor, reservando corticoide para quadros mais intensos e evitando tionamidas por falta de benefício fisiopatológico.
A conduta atual permanece essencialmente a mesma. Diagnóstico é clínico-laboratorial com suporte de imagem/captação quando necessário, e o tratamento continua sintomático e anti-inflamatório. Tionamidas seguem sem papel rotineiro na fase destrutiva.
Não houve mudança relevante na lógica terapêutica. A principal ênfase atual é evitar tratar toda tireotoxicose como Graves e reconhecer que o mecanismo destrutivo determina baixa captação e ausência de benefício das tionamidas.
INEP · Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica 2025.
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