A · incorreta
Incorreta. Cefaleia tensional não explica amaurose fugaz, diplopia, perda ponderal e dor do couro cabeludo em paciente acima de 50 anos; esses são sinais de alarme para cefaleia secundária.
Resposta correta: alternativa D. Tema: Arterite de Células Gigantes.
Mulher de 55 anos, sem doenças crônicas, apresenta cefaleia persistente bilateral, alterações visuais (amaurose fugaz e diplopia), cansaço, artralgias, dor no couro cabeludo e perda de peso (2 kg em 2 meses). Nega fotofobia, fonofobia, febre, náuseas e rigidez de nuca. Exame físico normal. Pergunta-se o tipo de cefaleia e exame útil. Qual é o tipo de cefaleia e qual exame é útil na investigação preliminar?
A alternativa correta é a D: Cefaleia secundária (arterite temporal); velocidade de hemossedimentação.
Revisado editorialmente
A paciente apresenta cefaleia secundária à arterite de células gigantes, devido à idade, sintomas constitucionais e visuais. O exame inicial é a velocidade de hemossedimentação (VHS), que costuma estar elevada, auxiliando no diagnóstico.
A arterite de células gigantes (ACG) é uma vasculite sistêmica que afeta grandes e médias artérias, principalmente ramos da carótida, como a artéria temporal. Acomete indivíduos acima de 50 anos, sendo a vasculite mais comum nessa faixa etária. O quadro clássico inclui cefaleia nova, hipersensibilidade do couro cabeludo, claudicação mandibular e sintomas visuais como amaurose fugaz e diplopia, podendo levar à perda visual permanente. Sintomas constitucionais como febre, perda de peso e fadiga são frequentes. O diagnóstico é clínico e laboratorial, com VHS e PCR elevados; a biópsia da artéria temporal confirma, mas o tratamento com corticoides deve ser iniciado imediatamente se houver suspeita, para prevenir complicações visuais. A VHS é um exame útil na investigação inicial, pois valores elevados (>50 mm/h) são típicos.
Cefaleia nova em idoso + sintomas visuais e constitucionais: pense em arterite temporal e peça VHS.
Arterite de células gigantes como causa de cefaleia secundária com risco de perda visual.
Incorreta. Cefaleia tensional não explica amaurose fugaz, diplopia, perda ponderal e dor do couro cabeludo em paciente acima de 50 anos; esses são sinais de alarme para cefaleia secundária.
Incorreta. Hemorragia subaracnóidea costuma produzir cefaleia súbita em trovoada, atingindo intensidade máxima rapidamente; o curso persistente com sintomas constitucionais e isquêmicos visuais é outro fenótipo.
Incorreta. Migrânea pode cursar com sintomas visuais, mas o conjunto idade de início + sintomas sistêmicos + hipersensibilidade do couro cabeludo exige investigação de causa secundária. TC isolada não é o exame que responde à hipótese de ACG.
Correta. O quadro é altamente sugestivo de arterite de células gigantes, e VHS é um marcador inflamatório útil na investigação preliminar; na prática, associe PCR e confirmação vascular/histológica conforme o caso.
Em 2025, ACR e EULAR já recomendavam tratamento rápido da ACG com glicocorticoide quando a suspeita clínica era alta, especialmente diante de sintomas visuais, usando marcadores inflamatórios e confirmação por imagem e/ou biópsia sem atrasar a terapia.
Em 2026, o princípio permanece, com maior valorização do ultrassom vascular de artérias temporais/axilares em centros experientes como ferramenta diagnóstica inicial, além de PCR/VHS e biópsia conforme contexto e disponibilidade.
Não houve mudança na urgência terapêutica. A evolução principal é o fortalecimento da ultrassonografia vascular como ferramenta diagnóstica de primeira linha em redes com expertise; o gabarito baseado em reconhecer ACG e pedir marcador inflamatório permanece conceitualmente válido.
INEP · Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica 2025.
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