O diagnóstico é esporotricose, micose subcutânea causada por Sporothrix spp., transmitida por arranhadura de gato. O tratamento de escolha é itraconazol por 120 dias, conforme diretrizes. O diagnóstico é confirmado por cultura e histologia com corpos asteroides.
Achados-chave
- arranhadura de gato
- úlceras com crostas e nodulações
- dermatite granulomatosa difusa
- corpos asteroides
- material eosinofílico
Como pensar a questão
- Identificar história de arranhadura de gato como fator de risco.
- Reconhecer lesões ulceradas com crostas e nodulações como padrão clínico.
- Interpretar biópsia: dermatite granulomatosa e corpos asteroides.
- Correlacionar com esporotricose.
- Selecionar itraconazol como tratamento padrão.
Conceito central
Esporotricose é uma micose subcutânea causada por fungos do gênero Sporothrix, sendo a espécie S. schenckii a mais comum. A transmissão ocorre por inoculação traumática do fungo, frequentemente por arranhadura ou mordedura de gatos infectados, que se tornaram a principal fonte de infecção no Brasil. A forma clínica mais comum é a linfocutânea, caracterizada por lesão ulcerada no local de inoculação e nódulos ao longo dos vasos linfáticos. O diagnóstico é feito por cultura do material biológico, que é o padrão-ouro, e a histopatologia pode revelar dermatite granulomatosa com corpos asteroides, que são formações eosinofílicas ao redor do fungo. O tratamento de escolha é o itraconazol, na dose de 100 a 200 mg/dia, por um período de 3 a 6 meses, sendo 120 dias uma duração comum. Alternativas como terbinafina também podem ser usadas. Em casos graves ou disseminados, anfotericina B pode ser necessária. A prevenção envolve evitar contato com gatos infectados e tratar os animais.
Regra de bolso
Arranhadura de gato + lesão ulcerada + corpos asteroides = esporotricose, tratar com itraconazol.