A · incorreta
Incorreta como melhor resposta; TC não supera MRCP para detectar coledocolitíase neste cenário.
Resposta correta: alternativa C. Tema: Coledocolitíase.
Mulher de 43 anos, icterícia, colúria e acolia há 72h, afebril, estável. US mostra múltiplos cálculos e dilatação de vias biliares. Laboratório com colestase sem sinais de infecção. Quais são, respectivamente, o diagnóstico sindrômico e o exame complementar mais indicado?
A alternativa correta é a C: Síndrome colestática sem colangite; ressonância nuclear magnética de vias biliares
Revisado editorialmente
O diagnóstico sindrômico é síndrome colestática sem colangite, pois há icterícia, colúria, acolia e aumento de bilirrubinas direta, FA e GGT, sem febre ou sinais infecciosos. O exame mais indicado é a colangiorressonância, padrão-ouro para coledocolitíase.
A coledocolitíase é a presença de cálculos no colédoco, causando obstrução biliar. Manifesta-se com icterícia, colúria, acolia e dor abdominal. A colangite aguda é uma complicação infecciosa, caracterizada pela tríade de Charcot (dor, febre, icterícia) e requer antibioticoterapia e drenagem. O diagnóstico de coledocolitíase é feito por colangiorressonância (sensibilidade 95%, especificidade 89%) quando a US não é conclusiva. A CPRE é terapêutica, indicada após confirmação, e pode ser complicada por pancreatite, sangramento, perfuração e colangite.
Icterícia obstrutiva sem febre: pensar coledocolitíase, pedir colangiorressonância.
Coledocolitíase: estratificação de risco e escolha de exame da via biliar.
Incorreta como melhor resposta; TC não supera MRCP para detectar coledocolitíase neste cenário.
Incorreta; MRCP é apropriada, mas a paciente não tem colangite.
Correta. Reconhece colestase sem infecção e escolhe exame não invasivo de alta acurácia.
Incorreta; além de chamar o quadro de colangite, propõe CPRE sem necessidade terapêutica já estabelecida.
Em 2025, diretrizes endoscópicas já recomendavam MRCP ou EUS para pacientes de risco intermediário de coledocolitíase e reservavam CPRE para alto risco/necessidade terapêutica, evitando CPRE puramente diagnóstica.
A prática atual mantém o mesmo princípio de estratificação. MRCP/EUS continuam preferíveis quando é preciso confirmar cálculo antes de intervir; CPRE é priorizada quando há indicação terapêutica clara.
Sem mudança conceitual relevante desde a prova. A ênfase atual continua sendo evitar CPRE diagnóstica desnecessária e diferenciar claramente colestase de colangite.
INEP · Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica 2025.
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