A · incorreta
Incorreta. Abscesso perianal tende a causar dor contínua, abaulamento, calor/hiperemia e por vezes febre; o caso descreve dor ligada à evacuação e sangramento discreto.
Resposta correta: alternativa D. Tema: Fissura Anal.
Homem jovem, atendido em UBS, apresenta dor e ardor anais com sangramento vivo em pequena quantidade ao evacuar, associado a esforço e fezes endurecidas. Nega tumoração perianal. Tem constipação crônica e diagnóstico recente de doença de Crohn. Exame geral sem alterações. Qual é o diagnóstico mais provável?
A alternativa correta é a D: Fissura anal.
Revisado editorialmente
A conduta correta é diagnosticar fissura anal, pois o paciente apresenta dor e sangramento ao evacuar com fezes endurecidas, fatores de risco como constipação e doença de Crohn. O tratamento inicial para fissura aguda inclui medidas conservadoras, como emolientes fecais e banhos de assento, por 4 semanas.
A fissura anal é uma úlcera linear no epitélio escamoso do canal anal, geralmente localizada na linha média posterior (90% dos casos). A causa mais comum é trauma local por fezes endurecidas, levando a espasmo do esfíncter anal interno e redução do fluxo sanguíneo, perpetuando a lesão. Os sintomas clássicos são dor aguda durante e após a evacuação e sangramento vermelho vivo em pequena quantidade. O diagnóstico é clínico, baseado na anamnese e exame físico. O tratamento para fissuras agudas inclui medidas conservadoras como emolientes fecais, banhos de assento e pomadas anestésicas por 4 semanas. Para fissuras crônicas (>8 semanas), utiliza-se pomada de nitroglicerina ou bloqueadores de canais de cálcio tópicos, e em casos refratários, esfincterectomia lateral interna. Em pacientes com doença de Crohn, fissuras atípicas ou múltiplas devem levantar suspeita de outras etiologias.
Dor e sangramento ao evacuar com fezes endurecidas: pense em fissura anal.
Diagnóstico diferencial da dor anal e fissura anal em paciente com doença de Crohn.
Incorreta. Abscesso perianal tende a causar dor contínua, abaulamento, calor/hiperemia e por vezes febre; o caso descreve dor ligada à evacuação e sangramento discreto.
Incorreta. Fístula perianal é relevante no Crohn, mas geralmente há trajeto/orifício cutâneo, secreção purulenta ou história de abscesso prévio; esses dados não aparecem.
Incorreta. Cisto pilonidal é doença do sulco natal/sacrococcígeo, anatomicamente diferente da fissura do canal anal.
Correta. A combinação de dor ao evacuar, fezes endurecidas, esforço e sangue vivo em pequena quantidade é típica de fissura anal; o Crohn exige apenas atenção adicional a sinais de fissura secundária/atípica.
Em 2025, diretrizes coloproctológicas já recomendavam manejo conservador inicial da fissura anal típica e investigação de causas secundárias quando a apresentação fosse lateral, múltipla ou associada a doença inflamatória intestinal.
Em 2026, o conceito permanece estável: fissura típica é diagnosticada clinicamente e tratada inicialmente com correção do hábito intestinal; no Crohn, doença perianal ativa e fissuras atípicas exigem abordagem individualizada e cautela com procedimentos esfincterianos.
Não houve mudança relevante do princípio central entre a época da prova e 2026. A atualização útil é reforçar que fissura em Crohn não deve ser tratada automaticamente como idiopática quando é lateral, múltipla, indolor ou coexistem outras manifestações perianais.
INEP · Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica 2025.
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