A · incorreta
Incorreta. Inclui soro, mas omite o esquema vacinal completo e propõe sutura como rotina. Penicilina benzatina não é o antibiótico padrão para flora polimicrobiana de mordedura de gato.
Resposta correta: alternativa C. Tema: Profilaxia Antirrábica.
Homem de 23 anos, hígido, há 2 horas foi mordido por gato de rua ao resgatá-lo de árvore. Feridas cortocontusas nos dedos da mão esquerda. Animal fugiu, não observável. No ano anterior, houve confirmação de raiva em felinos na cidade. Qual a conduta adequada no atendimento imediato?
A alternativa correta é a C: Lavar com água e sabão; vacina em 4 doses; imunoglobulina humana.
Revisado editorialmente
A conduta é lavar o ferimento com água corrente e sabão, administrar vacina antirrábica em 4 doses (dias 0, 3, 7 e 14) e aplicar imunoglobulina humana antirrábica, pois o ferimento é grave (mãos) e o animal é de rua, não observável.
A raiva é uma encefalite viral aguda quase sempre fatal, prevenível por profilaxia pós-exposição. A conduta baseia-se no tipo de exposição (leve ou grave) e na possibilidade de observação do animal. Ferimentos graves incluem mãos, pés, cabeça, múltiplos ou profundos. Para cães e gatos observáveis e saudáveis, observa-se por 10 dias. Se não observável ou com sinais de raiva, indica-se vacina (4 doses) e, em casos graves, soro ou imunoglobulina. A lavagem com água e sabão é essencial. Sutura deve ser evitada em mordeduras. Antibioticoterapia profilática é considerada em ferimentos de mão.
Mordida de animal desconhecido em mão: lavar, vacinar e imunoglobulina.
Profilaxia pós-exposição à raiva após mordedura grave por animal não observável.
Incorreta. Inclui soro, mas omite o esquema vacinal completo e propõe sutura como rotina. Penicilina benzatina não é o antibiótico padrão para flora polimicrobiana de mordedura de gato.
Incorreta. Não há animal disponível para observação; esperar sua localização deixa uma exposição grave sem profilaxia. Reforço antitetânico depende do histórico vacinal, mas não resolve o risco de raiva.
Correta. Lavar com água e sabão, iniciar esquema vacinal e associar imunoglobulina/soro em acidente grave por animal não observável corresponde à lógica do protocolo brasileiro para pessoa não previamente imunizada.
Incorreta. A profilaxia não termina na primeira dose, e reações adversas não devem ser interpretadas como contraindicação automática para completar prevenção de uma doença quase invariavelmente fatal.
Em 2025, o protocolo brasileiro já classificava mordeduras em mãos/dedos como acidentes graves e recomendava, para pessoa não previamente imunizada exposta a cão/gato desaparecido ou suspeito, lavagem imediata, vacina e imunização passiva.
Em 2026, o princípio permanece: acidente grave por animal não observável exige início imediato da profilaxia pós-exposição, com infiltração do imunobiológico passivo nas lesões quando indicada e conclusão do esquema vacinal conforme protocolo vigente.
Não houve mudança material no raciocínio entre a época da prova e 2026. A atualização prática é reforçar que cuidados com tétano, antibiótico e sutura são paralelos e nunca substituem a profilaxia antirrábica quando esta é indicada.
INEP · Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica 2025.
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