A · correta
Correta segundo o gabarito definitivo v2. A reposição de potássio é componente essencial do manejo da CAD; o momento exato depende do K+ sérico e da monitorização clínica.
Resposta correta: alternativa A. Tema: Cetoacidose diabética pediátrica — manejo do potássio.
Menina de 11 anos foi trazida à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) com quadro de queda do estado geral, náuseas e dor abdominal, desidratação e hálito cetônico. Exames realizados: glicemia de 410 mg/dL; gasometria venosa de pH 7,15 e bicarbonato de 13 mEq/L; exame de urina indica cetonúria. Além da fluidoterapia, o próximo passo é
A alternativa correta é a A: reposição de potássio.
Revisado editorialmente
Após a fluidoterapia inicial da cetoacidose diabética pediátrica, deve-se avaliar a concentração sérica de potássio e repor o eletrólito quando indicado, antes e durante a insulinoterapia. A alternativa A é a mais adequada porque a CAD produz déficit corporal total de potássio, mesmo quando a dosagem sérica inicial é normal ou elevada. A insulina desloca o potássio para o meio intracelular e pode precipitar hipocalemia; por isso, a reposição e o início da insulina devem seguir o valor sérico e o protocolo clínico.
Cetoacidose diabética pediátrica: papel do potássio na sequência terapêutica
Correta segundo o gabarito definitivo v2. A reposição de potássio é componente essencial do manejo da CAD; o momento exato depende do K+ sérico e da monitorização clínica.
Insulina é indispensável, mas sua sequência deve considerar o potássio sérico.
Bicarbonato não é terapia rotineira da CAD pediátrica e fica restrito a situações excepcionais.
Manitol não é profilaxia; é reservado a contextos clínicos específicos de suspeita de lesão cerebral.
Em 2025, consensos pediátricos já orientavam que o potássio sérico fosse integrado à sequência terapêutica da CAD, evitando uma regra automática independente do valor laboratorial.
A prática atual mantém a mesma lógica: o déficit corporal total de potássio é esperado, mas a conduta operacional depende do valor sérico e da monitorização. Não houve mudança de princípio entre a prova e a prática atual.
Não houve mudança relevante entre 2025 e 2026. O ponto editorial é evitar transformar a alternativa A em uma regra rígida de sequência sem conhecer o K+ sérico; a prova cobra a importância do potássio, enquanto a prática exige individualização pela concentração sérica.
INEP · Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica 2025.
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