A · incorreta
Incorreta. Rastrear estreptococo do grupo B serve à prevenção de doença neonatal e não corrige o risco cervical de prematuridade; além disso, o momento do rastreamento segue protocolo próprio.
Resposta correta: alternativa D. Tema: Prevenção de Prematuridade.
Paciente G3P1A1, 24 semanas de gestação. Primeira gestação: abortamento com 16 semanas. Segunda: parto vaginal rápido com 28 semanas. Ultrassonografia transvaginal com 23 semanas mostra colo uterino com 1,5 cm. Pergunta-se a conduta adequada. Qual é a conduta adequada à situação?
A alternativa correta é a D: Prescrever progesterona micronizada via vaginal 200 mg ao dia até 36 semanas.
Revisado editorialmente
A conduta correta é prescrever progesterona micronizada vaginal 200 mg/dia até 36 semanas, pois a paciente tem histórico de perda gestacional >16 semanas e colo curto (15 mm), indicando alto risco de prematuridade. A progesterona vaginal reduz o risco de parto prematuro em gestantes com esses fatores.
A prevenção da prematuridade é fundamental para reduzir morbimortalidade neonatal. A progesterona vaginal é a medicação mais eficaz para prevenção em gestantes com histórico de parto prematuro espontâneo ou colo curto (≤25 mm) entre 16 e 24 semanas. A dose recomendada varia de 100 a 400 mg/dia, sendo 200 mg uma opção comum, e deve ser usada até 36 semanas e 6 dias. A cerclagem cervical é indicada em casos de insuficiência istmocervical, geralmente com história de perdas no segundo trimestre, e deve ser realizada entre 12 e 16 semanas. No caso apresentado, a paciente tem indicação de progesterona vaginal, pois preenche critérios de risco. A pesquisa de estreptococo do grupo B é feita entre 35 e 37 semanas, e tocolíticos são reservados para trabalho de parto prematuro agudo.
História de parto prematuro ou colo curto: progesterona vaginal até 36 semanas.
Prevenção de parto prematuro em gestante com colo curto e antecedente obstétrico de alto risco.
Incorreta. Rastrear estreptococo do grupo B serve à prevenção de doença neonatal e não corrige o risco cervical de prematuridade; além disso, o momento do rastreamento segue protocolo próprio.
Incorreta. Atosiban é tocolítico para trabalho de parto prematuro em situações selecionadas; infusão prolongada até 34 semanas não é estratégia preventiva para colo curto assintomático.
Incorreta. Nifedipina também é tocolítico e não deve ser prescrita diariamente até 39 semanas como profilaxia de parto prematuro.
Correta entre as alternativas. Progesterona vaginal é terapia preventiva reconhecida em colo curto antes de 24 semanas. A história obstétrica, contudo, exige avaliação adicional para definir se há também indicação de cerclagem.
Em 2025, progesterona vaginal era recomendada para colo curto antes de 24 semanas, enquanto cerclagem era considerada conforme história obstétrica, medida cervical e características de insuficiência cervical.
Em 2026, o princípio permanece: progesterona vaginal é central no colo curto, mas antecedentes de perda de segundo trimestre/parto prematuro exigem avaliação individual para cerclagem e seguimento em alto risco; tocólise crônica não é estratégia preventiva.
Não houve mudança conceitual importante entre 2025 e 2026. A principal correção é evitar a leitura simplista de que progesterona encerra o caso quando há história obstétrica sugestiva de insuficiência cervical.
INEP · Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica 2025.
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