A · correta
Correta. A paciente precisa de internação em ambiente médico para estabilização hemodinâmica, avaliação cardiológica/metabólica, correção de distúrbios e realimentação monitorizada, com assistência psiquiátrica e nutricional paralela.
Resposta correta: alternativa A. Tema: Anorexia Nervosa.
Mulher de 21 anos, IMC 14,7 kg/m², amenorreia há 4 meses, perda de 30 kg em 10 meses, desmaio recente, ECG com alterações de ST e onda T, bradicardia, hipotensão, palidez e turgor cutâneo diminuído. Mantém restrição alimentar para perder mais peso. Qual a conduta adequada nesse momento?
A alternativa correta é a A: Solicitar internação em enfermaria de clínica médica.
Revisado editorialmente
A conduta adequada é a internação em enfermaria de clínica médica (alternativa A), pois a paciente apresenta anorexia nervosa com complicações clínicas graves (IMC 14,7, bradicardia, hipotensão, alterações no ECG) que exigem estabilização clínica imediata, com suporte psiquiátrico paralelo.
A anorexia nervosa é um transtorno alimentar caracterizado por restrição alimentar persistente, baixo peso, medo intenso de ganhar peso e distúrbio na percepção do próprio corpo. O diagnóstico é clínico, baseado nos critérios do DSM-5. Complicações clínicas incluem desnutrição, alterações eletrolíticas, bradicardia, hipotensão, osteoporose e alterações no ECG (prolongamento do QT, alterações de ST e T). O tratamento envolve abordagem multidisciplinar: nutricional, psicológica e médica. A internação é indicada quando há instabilidade clínica, como IMC < 15, bradicardia < 50 bpm, hipotensão, arritmias, desidratação ou desnutrição grave. A internação em enfermaria de clínica médica é preferível para estabilização clínica, com suporte psiquiátrico. Após alta, o acompanhamento ambulatorial com equipe especializada (CAPS, ambulatório de transtornos alimentares) é essencial.
Anorexia com IMC < 15 ou instabilidade clínica: internação em clínica médica primeiro.
Anorexia nervosa com instabilidade clínica: indicação de internação médica para estabilização e realimentação monitorizada
Correta. A paciente precisa de internação em ambiente médico para estabilização hemodinâmica, avaliação cardiológica/metabólica, correção de distúrbios e realimentação monitorizada, com assistência psiquiátrica e nutricional paralela.
Incorreta como primeiro destino se a enfermaria de saúde mental não tiver capacidade de manejo clínico intensivo. Internação psiquiátrica pode ser necessária em situações de risco psiquiátrico grave ou depois da estabilização, mas aqui o problema imediato inclui hipotensão, síncope e ECG alterado.
Incorreta. A amenorreia merece avaliação posterior, mas é muito provavelmente consequência do estado de baixa disponibilidade energética/desnutrição. Continuar investigação ambulatorial enquanto há instabilidade médica atrasa a intervenção que reduz risco imediato.
Incorreta. CAPS e ambulatório especializado são importantes no seguimento longitudinal, porém não substituem internação quando a saúde física está severamente comprometida e requer monitorização hospitalar.
Na época do ENAMED 2025, a APA Practice Guideline for Eating Disorders de 2023 e o NICE NG69 já recomendavam hospitalização médica quando havia instabilidade fisiológica ou comprometimento físico grave que não pudesse ser manejado com segurança em ambiente menos intensivo. O NICE especificava que não se deveria usar um limiar absoluto de peso ou IMC para decidir internação, devendo-se considerar velocidade de perda de peso, sinais vitais, exames laboratoriais, ECG e deterioração clínica. Portanto, o caso justificava internação pela combinação de hipotensão, síncope, bradicardia, ECG alterado e desnutrição grave — não apenas pelo IMC 14,7.
Em 2026, o princípio permanece inalterado: pacientes com transtorno alimentar e comprometimento físico grave devem ser estabilizados em serviço médico capaz de monitorar risco cardiovascular, hidroeletrolítico e de realimentação. A decisão continua baseada no conjunto clínico, e não em um único IMC. O NICE mantém indicação de internação/emergência diante de desnutrição grave, desidratação, desequilíbrio eletrolítico ou sinais de falência orgânica e recomenda integração entre equipe médica e serviço especializado em transtornos alimentares durante a internação e alta.
Não houve mudança de resposta entre 2025 e 2026: A continua correta. A principal atualização editorial é remover critérios excessivamente mecânicos como 'IMC <15 = interna' ou 'FC <50 = interna' quando apresentados isoladamente. Valores ajudam a estratificar risco, mas a decisão contemporânea integra trajetória, sinais vitais, ECG, eletrólitos, hidratação, capacidade de alimentação segura e risco psiquiátrico. Nesta paciente, mesmo sem depender de um corte isolado, a indicação hospitalar é forte.
INEP · Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica 2025.
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