Status oficial: Esta questão foi excluída do cálculo dos resultados oficiais e é preservada para estudo editorial.
O distúrbio ácido-básico é acidose metabólica hiperclorêmica, típica da acidose tubular renal tipo 1. A ATR tipo 1 causa acidose metabólica de ânion gap normal, com hipocalemia, e leva a desmineralização óssea e raquitismo resistente à vitamina D devido ao tamponamento ósseo do excesso de H+.
Achados-chave
- lactente 4 meses
- vômitos, poliúria, fraqueza
- desidratação grave
- déficit de crescimento
- osteopenia e raquitismo resistente à vitamina D
Como pensar a questão
- Identificar sinais de raquitismo resistente à vitamina D e osteopenia em lactente.
- Reconhecer que acidose metabólica crônica causa desmineralização óssea.
- ATR tipo 1 é causa de acidose metabólica hiperclorêmica com hipocalemia.
- Descartar alcaloses respiratórias por não cursarem com alterações ósseas.
- Descartar hipercalemia, pois ATR tipo 1 é hipocalêmica.
Conceito central
A acidose tubular renal tipo 1 (ATR distal) é um distúrbio caracterizado pela incapacidade de excretar H+ na urina, resultando em acidose metabólica hiperclorêmica (ânion gap normal). Acomete o túbulo coletor, onde a bomba de prótons está defeituosa. Clinicamente, manifesta-se com poliúria, desidratação, déficit de crescimento e, cronicamente, osteopenia e raquitismo resistente à vitamina D, devido ao tamponamento ósseo do excesso de H+. A hipocalemia é frequente, pois a excreção de potássio é aumentada. O diagnóstico é feito por gasometria arterial mostrando acidose metabólica com pH baixo e bicarbonato baixo, associado a pH urinário elevado (>5,5) na presença de acidemia. O tratamento consiste na reposição de bicarbonato ou citrato de potássio, corrigindo a acidose e prevenindo complicações ósseas. A ATR tipo 1 pode ser primária (genética) ou secundária a doenças autoimunes, medicamentos ou uropatias obstrutivas.
Regra de bolso
Raquitismo + acidose metabólica hiperclorêmica + hipocalemia = ATR tipo 1.