A · incorreta
Incorreta. Internação para 'segurança' não é estratégia diagnóstica de rotina; a maior parte dos casos pode ser investigada e tratada na rede prisional/SUS.
Resposta correta: alternativa B. Tema: Tuberculose em População Privada de Liberdade.
Homem de 27 anos, detento em regime fechado, apresenta tosse há duas semanas. Considerando sua condição de vulnerabilidade, o médico de família e comunidade deve definir a conduta diagnóstica e terapêutica adequada para tuberculose nesse contexto. Qual a conduta mais adequada para investigação e tratamento da tuberculose em paciente privado de liberdade com tosse há 2 semanas?
A alternativa correta é a B: Solicitar radiografia de tórax, pesquisa de Mycobacterium tuberculosis e garantir tratamento se positivo.
Revisado editorialmente
A conduta correta é solicitar radiografia de tórax e pesquisa laboratorial de Mycobacterium tuberculosis (BAAR ou teste rápido molecular) e, se positivo, iniciar tratamento. Em população privada de liberdade, a investigação deve ser imediata, independentemente da duração da tosse.
A tuberculose é uma doença infecciosa causada pelo Mycobacterium tuberculosis, com alta transmissibilidade. O diagnóstico precoce é fundamental para controle. Em populações vulneráveis, como privados de liberdade, profissionais de saúde, pessoas vivendo com HIV, população em situação de rua, indígenas e contatos de casos resistentes, a investigação deve ser iniciada diante de qualquer sintoma respiratório, especialmente tosse, independentemente da duração. O sintomático respiratório é definido como tosse por três semanas ou mais, mas em grupos de risco essa espera não é aceitável. O diagnóstico é feito por radiografia de tórax e exames bacteriológicos, como baciloscopia (BAAR) e teste rápido molecular (TRM). O tratamento é com esquema RIPE (rifampicina, isoniazida, pirazinamida e etambutol) por seis meses, com observação direta (TDO) para garantir adesão. A internação hospitalar é reservada para casos graves, como insuficiência respiratória. A prevenção inclui vacinação BCG e tratamento da infecção latente.
Em vulneráveis, tosse de qualquer duração já indica investigar tuberculose.
Busca ativa e diagnóstico precoce de tuberculose em população privada de liberdade
Incorreta. Internação para 'segurança' não é estratégia diagnóstica de rotina; a maior parte dos casos pode ser investigada e tratada na rede prisional/SUS.
Correta. Combina investigação por imagem e pesquisa microbiológica/molecular com garantia de tratamento se confirmado.
Incorreta. Tratamento supervisionado não exige internação social; deve ser organizado no próprio serviço prisional e na rede de referência.
Incorreta. Aguardar a tosse ultrapassar três semanas posterga diagnóstico em população de alto risco.
Em 2025, o Ministério da Saúde já recomendava intensificar busca ativa de tuberculose em populações vulneráveis, incluindo pessoas privadas de liberdade, com investigação precoce por TRM-TB/baciloscopia e radiografia, sem exigir o mesmo tempo mínimo de tosse aplicado a estratégias passivas na população geral.
Em 2026, a orientação permanece e foi reforçada em documentos de Atenção Primária Prisional: população privada de liberdade deve ter baixo limiar para investigação, com preferência por métodos moleculares rápidos quando disponíveis, cultura/teste de sensibilidade em situações indicadas e garantia de continuidade do tratamento mesmo diante de transferência ou mudança de unidade.
Não houve mudança que altere o gabarito: B permanece correta. A atualização é principalmente operacional, reforçando TRM-TB, cultura/teste de sensibilidade quando indicados e continuidade do cuidado no sistema prisional. O erro continua sendo esperar três semanas de tosse em uma população de risco elevado.
INEP · Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica 2025.
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