A · incorreta
Incorreta. Ressonância e ortopedia não são primeira linha sem déficit, radiculopatia grave ou suspeita de causa secundária.
Resposta correta: alternativa D. Tema: Lombalgia inespecífica subaguda.
Homem de 48 anos, auxiliar de pedreiro, apresenta dor lombar há 6 semanas, insidiosa, sem irradiação, piora ao final do dia, melhora com repouso e paracetamol. Nega perda de peso, febre, incontinência ou fraqueza. Exame físico: dor à palpação paravertebral lombar, sem déficits neurológicos. Qual é o primeiro passo na condução desse caso de lombalgia?
A alternativa correta é a D: Explicar a natureza benigna, orientar analgesia e atividade física leve, com reavaliação em 4 a 6 semanas.
Revisado editorialmente
A melhor conduta entre as alternativas é educação, manutenção de atividade e analgesia, sem imagem de rotina, porque o quadro é de lombalgia inespecífica subaguda sem sinais de alarme ou déficit neurológico. Repouso prolongado, corticoide sistêmico e investigação por imagem de rotina agregam pouco valor nesse cenário.
Lombalgia inespecífica sem sinais de alarme: evitar imagem e manter atividade
Incorreta. Ressonância e ortopedia não são primeira linha sem déficit, radiculopatia grave ou suspeita de causa secundária.
Incorreta. Radiografia não é exame de rotina nesse cenário e corticoide sistêmico não é tratamento padrão da lombalgia mecânica inespecífica.
Incorreta. Repouso e afastamento prolongado tendem a atrasar recuperação; antidepressivo tricíclico não é escolha de primeira linha para um quadro mecânico subagudo simples.
Correta. Educação, analgesia, atividade e reavaliação constituem a estratégia inicial de maior valor.
Em 2025, diretrizes internacionais já recomendavam não solicitar imagem de rotina para lombalgia inespecífica sem sinais de alarme e encorajavam manutenção das atividades habituais, autocuidado e analgesia individualizada.
A prática atual mantém o mesmo princípio de alto valor: imagem é reservada para suspeita de patologia grave, déficit neurológico relevante ou situações em que o resultado mudará a conduta; repouso prolongado continua desencorajado e atividade gradual continua recomendada.
O conceito central permaneceu estável entre a prova e 2026. A principal atualização editorial é retirar a linguagem de que seis semanas, por si só, justificariam imagem ou especialista: o que determina investigação é risco clínico, déficit e impacto esperado do exame sobre a decisão terapêutica.
INEP · Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica 2025.
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