A · incorreta
Incorreta. Colangite costuma cursar com síndrome infecciosa e obstrutiva biliar, tipicamente febre, icterícia e dor em hipocôndrio direito.
Resposta correta: alternativa D. Tema: Pancreatite Crônica.
Homem de 58 anos, tabagista e etilista pesado (8 doses/dia por 33 anos), apresenta dor epigástrica irradiada para as costas há 2 horas, progressiva, pós-prandial, com náuseas, vômitos e sudorese. Relata episódios semelhantes no último ano que melhoraram com analgésico. Exame: abdome globoso, distendido, doloroso em epigástrio e hipocôndrio esquerdo, sem sinais de irritação peritoneal. Qual é o provável diagnóstico?
A alternativa correta é a D: Pancreatite crônica.
Revisado editorialmente
O diagnóstico é pancreatite crônica, devido ao etilismo crônico e tabagismo, com dor epigástrica recorrente irradiada para as costas, pós-prandial. A dor intensa e a recorrência são típicas. O tratamento envolve abstinência alcoólica, analgesia e reposição enzimática se insuficiência exócrina.
A pancreatite crônica é uma doença inflamatória progressiva do pâncreas, caracterizada por fibrose e perda de função exócrina e endócrina. O álcool é o principal fator de risco, responsável por 70-80% dos casos, com o tabagismo agindo sinergicamente. A dor abdominal é o sintoma mais comum, tipicamente epigástrica, irradiada para as costas, pós-prandial, e pode ser recorrente. O diagnóstico é clínico, apoiado por exames de imagem (TC, RM, colangiopancreatografia) e testes funcionais. O tratamento inclui abstinência alcoólica, analgesia, reposição de enzimas pancreáticas para esteatorreia e controle de complicações. A dor pode ser debilitante, exigindo abordagem multidisciplinar.
Etilista com dor epigástrica irradiada para as costas: pense em pancreatite crônica.
Pancreatite crônica: padrão de dor, álcool/tabaco e necessidade de confirmação estrutural
Incorreta. Colangite costuma cursar com síndrome infecciosa e obstrutiva biliar, tipicamente febre, icterícia e dor em hipocôndrio direito.
Incorreta. Colecistite tende a produzir dor persistente em hipocôndrio direito e não explica tão bem anos de exposição a álcool/tabaco e episódios repetidos irradiados ao dorso.
Incorreta como melhor resposta. Doença ulcerosa pode causar epigastralgia, mas o padrão recorrente irradiado para o dorso associado a álcool e tabagismo favorece doença pancreática.
Correta entre as alternativas. A combinação álcool + tabaco + dor pancreática recorrente é fortemente sugestiva de pancreatite crônica, embora o diagnóstico definitivo exija correlação estrutural/funcional.
Em 2025, diretrizes já definiam pancreatite crônica como processo fibroinflamatório persistente, com álcool e tabagismo como fatores de risco relevantes. TC ou RM/MRCP eram exames estruturais centrais, com ecoendoscopia em casos selecionados e investigação de insuficiência exócrina quando indicada.
A prática atual mantém a mesma estrutura diagnóstica: história e fatores de risco aumentam suspeita, mas confirmação exige alterações morfológicas e/ou funcionais. Cessação de álcool e tabaco, tratamento da dor, nutrição e reposição enzimática quando há insuficiência exócrina continuam pilares.
Não houve mudança relevante no gabarito. A atualização editorial é retirar duas simplificações: álcool não é 'responsável por 70–80% de todos os casos' de forma universal, e reposição enzimática é indicada para insuficiência exócrina, não para qualquer paciente apenas por ter dor crônica.
INEP · Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica 2025.
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