A · incorreta
Incorreta como estratégia principal. Isolar e tratar apenas sintomáticos deixa contatos em incubação sem abordagem e favorece reinfestação.
Resposta correta: alternativa B. Tema: Surto de Escabiose em Ambiente Prisional.
Agentes penitenciários relatam aumento de prurido intenso e lesões cutâneas entre detentos. Cela com capacidade para 35 abriga 75 pessoas. A situação sugere surto de escabiose, exigindo manejo coletivo e intersetorial. Quais são as ações prioritárias no manejo adequado de surto de escabiose em prisão superlotada?
A alternativa correta é a B: Implementar bloqueio coletivo com tratamento simultâneo, notificar o surto, reorganizar fluxos e planejar medidas educativas e estruturais.
Revisado editorialmente
O manejo adequado do surto de escabiose em prisão superlotada inclui bloqueio coletivo com tratamento simultâneo de todos os contatos, notificação ao serviço de vigilância em saúde, reorganização de fluxos com a administração prisional e planejamento de medidas educativas e estruturais, conforme a PNAISP.
A escabiose é uma parasitose cutânea causada pelo ácaro Sarcoptes scabiei var. hominis, transmitida por contato direto pele a pele. Em ambientes coletivos como prisões, a superlotação e más condições de higiene facilitam a transmissão. O tratamento de escolha é ivermectina oral em dose única, repetida após 7-10 dias, ou permetrina tópica a 5%. Em surtos, é essencial o tratamento simultâneo de todos os contatos próximos, lavagem de roupas e roupas de cama em água quente (≥55°C), isolamento por 24 horas após o tratamento, busca ativa de casos e notificação ao serviço de vigilância em saúde. A Política Nacional de Atenção Integral à Saúde das Pessoas Privadas de Liberdade (PNAISP) orienta a organização dos serviços de saúde no sistema prisional, integrando a atenção primária e ações intersetoriais.
Em surto de escabiose, trate todos os contatos simultaneamente e notifique a vigilância.
Escabiose em instituição prisional: controle de surto, tratamento simultâneo e medidas ambientais
Incorreta como estratégia principal. Isolar e tratar apenas sintomáticos deixa contatos em incubação sem abordagem e favorece reinfestação.
Correta. Combina tratamento simultâneo da população exposta, vigilância, reorganização operacional e medidas educativas/estruturais compatíveis com controle de um surto institucional.
Incorreta. Restringir tratamento a casos já diagnosticados ignora o período de incubação e a transmissão intensa em instituição superlotada.
Incorreta. Transferir casos graves pode ser necessário clinicamente, mas não controla a transmissão na unidade de origem; educação isolada também é insuficiente.
Em 2025, orientações para surtos institucionais já recomendavam abordagem coordenada de casos e contatos, tratamento simultâneo quando indicado, manejo de roupas/roupas de cama e articulação entre assistência e vigilância.
A prática atual mantém a mesma lógica e reforça que, em transmissão disseminada, o controle depende de sincronização entre tratamento dos expostos, medidas ambientais, vigilância e organização institucional; tratar apenas sintomáticos é insuficiente.
Não houve mudança de eixo entre 2025 e 2026. A principal atualização operacional é tornar mais explícito que 'tratamento coletivo' não significa medicar indiscriminadamente: a estratégia deve ser coordenada pela vigilância e respeitar contraindicações, forma clínica e grupos especiais.
INEP · Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica 2025.
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