A · incorreta
Incorreta. Captopril continua sendo IECA e não corrige o problema do enalapril; varfarina não é profilaxia de pré-eclâmpsia.
Resposta correta: alternativa D. Tema: Hipertensão na Gestação.
Paciente G5P3C1, 35 anos, 15 semanas de gestação, hipertensa crônica em uso de enalapril, com antecedente de pré-eclâmpsia. PA 140x90 mmHg. Necessita ajuste de anti-hipertensivo e prevenção de pré-eclâmpsia. Qual é a conduta medicamentosa indicada para essa paciente?
A alternativa correta é a D: Alfa-metildopa, ácido acetilsalicílico e carbonato de cálcio.
Revisado editorialmente
A conduta correta é suspender o enalapril e iniciar alfa-metildopa como anti-hipertensivo de escolha, associar ácido acetilsalicílico em baixa dose (100-150 mg/dia) a partir de 12 semanas por alto risco de pré-eclâmpsia, e carbonato de cálcio (1000 mg/dia de cálcio elementar) para todas as gestantes.
A hipertensão crônica na gestação é definida como PA ≥ 140x90 mmHg antes da 20ª semana ou uso de anti-hipertensivo prévio. O tratamento visa manter PAD ≤ 85 mmHg, evitando quedas bruscas. A metildopa é a droga de escolha para hipertensão não grave (PA < 160/110 mmHg), iniciando com 500-750 mg/dia, podendo associar bloqueadores de canal de cálcio ou betabloqueadores (exceto atenolol e propranolol). IECA, BRA e inibidores diretos da renina são contraindicados por fetotoxicidade renal. Diuréticos são evitados. A prevenção de pré-eclâmpsia em gestantes de alto risco inclui AAS em baixa dose (100-150 mg/dia) iniciado entre 12 e 20 semanas, preferencialmente até 16 semanas, mantido até 36 semanas. A suplementação de cálcio é universal no Brasil, com 1000 mg/dia de cálcio elementar a partir de 12 semanas, e em alto risco, 1500-2000 mg/dia. A heparina não é indicada para prevenção de pré-eclâmpsia.
Na gestação, troque IECA por metildopa; se alto risco de pré-eclâmpsia, adicione AAS e cálcio.
Hipertensão crônica na gestação e prevenção de pré-eclâmpsia
Incorreta. Captopril continua sendo IECA e não corrige o problema do enalapril; varfarina não é profilaxia de pré-eclâmpsia.
Incorreta. Furosemida não é a primeira escolha para hipertensão crônica estável na gestação e varfarina não tem papel preventivo nesse cenário.
Incorreta. Losartana é BRA e também é fetotóxica; enoxaparina não substitui AAS na prevenção de pré-eclâmpsia sem outra indicação anticoagulante.
Correta. Reúne anti-hipertensivo compatível, AAS em baixa dose e suplementação de cálcio para paciente de alto risco.
Em 2025, IECA e BRA já eram contraindicados na gestação. Para hipertensão crônica, metildopa permanecia opção aceita no Brasil, enquanto diretrizes internacionais também utilizavam labetalol e nifedipino. AAS em baixa dose era recomendado para alto risco de pré-eclâmpsia, iniciado idealmente antes de 16 semanas, e cálcio era recomendado conforme protocolo e ingestão dietética.
A prática atual mantém a retirada de IECA/BRA e a profilaxia com AAS em gestantes de alto risco. O ponto que evoluiu é a preferência por nifedipino de liberação prolongada e labetalol em muitos protocolos internacionais, enquanto metildopa segue opção válida, especialmente no contexto brasileiro e quando bem tolerada.
A alternativa D continua correta. A atualização principal é não ensinar metildopa como única ou universal 'droga de escolha': hoje labetalol e nifedipino também são opções de primeira linha em muitos protocolos. O núcleo — suspender IECA/BRA e oferecer AAS precoce em alto risco — permanece estável.
INEP · Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica 2025.
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