A · incorreta
Incorreta. Repouso domiciliar não reduz risco e esperar para só induzir depois de 42 semanas posterga intervenção recomendada.
Resposta correta: alternativa D. Tema: Gestação Prolongada.
Primigesta de 29 anos, 41 semanas de gestação, pré-natal de risco habitual, assintomática, movimentação fetal presente, exame físico normal, perfil biofísico fetal normal há 1 dia. Preocupada com a duração da gravidez e deseja saber os próximos passos. Qual a conduta para gestação de 41 semanas com vitalidade fetal normal?
A alternativa correta é a D: Perfil biofísico fetal e cardiotocografia a cada 2-3 dias e indução até 41 semanas e 6 dias.
Revisado editorialmente
A conduta é realizar vigilância da vitalidade fetal com cardiotocografia e perfil biofísico fetal a cada 2-3 dias e planejar a indução do parto entre 41 e 41 semanas e 6 dias, evitando ultrapassar 42 semanas.
A gestação prolongada é definida como aquela que atinge 42 semanas ou mais. A conduta obstétrica visa evitar complicações perinatais, realizando vigilância fetal e indução do parto. A vigilância da vitalidade fetal deve ser iniciada a partir de 40 semanas, com cardiotocografia e perfil biofísico fetal a cada 2-3 dias. A indução do parto é recomendada entre 41 e 42 semanas, pois estudos mostram redução de cesáreas e menor morbimortalidade. A Dopplervelocimetria não é útil nesse cenário, e a amnioscopia não é recomendada. A partir de 42 semanas, a indução é obrigatória.
Gestação de 41 semanas: vigilância fetal e indução antes de 42 semanas.
Gestação de termo tardio: vigilância fetal e momento da indução
Incorreta. Repouso domiciliar não reduz risco e esperar para só induzir depois de 42 semanas posterga intervenção recomendada.
Incorreta como estratégia de rotina. Dopplervelocimetria é útil em cenários específicos, como restrição de crescimento e doença placentária, não como principal método isolado apenas por 41 semanas.
Incorreta. Amnioscopia não é método moderno de rotina para decidir manejo do termo tardio.
Correta segundo o gabarito e claramente a melhor das opções: combina vigilância com indução antes de 42 semanas. A ressalva contemporânea é que diretrizes como a OMS recomendam oferecer indução a partir de 41+0.
Em 2025, recomendações já reconheciam aumento progressivo de risco após 41 semanas e aceitavam indução entre 41+0 e antes de 42+0. Vigilância fetal seriada era usada quando o parto ainda não havia ocorrido.
A prática atual mantém indicação de não prolongar desnecessariamente a gestação de risco habitual além de 41 semanas. A OMS recomenda indução a partir de 41+0 quando a idade gestacional é conhecida com segurança; vigilância não deve ser usada como justificativa para adiar indefinidamente o parto.
A alternativa D continua sendo a melhor opção da prova, mas a correção deve deixar claro que 41+6 não é um alvo desejável de espera. Em 2026, a formulação mais atual é oferecer indução quando a gestação atinge 41+0 semanas, com vigilância apenas enquanto se organiza o parto ou quando a paciente opta por aguardar após decisão compartilhada.
INEP · Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica 2025.
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