A · incorreta
Incorreta. Caso-controle aninhado é estudo observacional realizado dentro de uma coorte, comparando exposições prévias entre casos e controles selecionados; não descreve uma intervenção programada.
Resposta correta: alternativa B. Tema: Delineamento de Estudos Epidemiológicos.
Equipe de saúde da família observa aumento de complicações do diabetes tipo 2 em 280 pacientes de 3500 cadastrados, com amputações, retinopatia e doença renal. Identificam dieta inadequada, sedentarismo e baixo conhecimento. Planejam intervenção coletiva com orientação nutricional e atividade física. Pergunta-se o desenho de pesquisa para avaliar o impacto. Qual é o desenho de pesquisa para avaliação do impacto desse projeto de intervenção coletiva?
A alternativa correta é a B: Ensaio clínico não randomizado.
Revisado editorialmente
A conduta correta é o ensaio clínico não randomizado (B), pois há intervenção ativa, mas a randomização é inviável na APS por contaminação e ética. O desenho permite avaliar impacto com grupo controle não aleatório ou antes-depois.
O ensaio clínico é um estudo experimental em que o pesquisador intervém ativamente. Quando a alocação não é aleatória, denomina-se ensaio clínico não randomizado, frequentemente usado em saúde pública por questões práticas e éticas. A randomização é o padrão-ouro para minimizar vieses, mas em intervenções coletivas na APS, como programas de promoção de saúde, pode ser inviável devido à contaminação entre grupos e ao princípio da equidade. Desenhos como antes-depois ou com grupo controle não randomizado são alternativas. A escolha deve equilibrar rigor metodológico e aplicabilidade.
Intervenção coletiva na APS: ensaio não randomizado quando randomizar é inviável.
Desenhos de avaliação de intervenção: ensaio não randomizado e quase-experimentos
Incorreta. Caso-controle aninhado é estudo observacional realizado dentro de uma coorte, comparando exposições prévias entre casos e controles selecionados; não descreve uma intervenção programada.
Correta. Há intervenção ativa e nenhuma alocação aleatória descrita, compatível com ensaio não randomizado/quase-experimental.
Incorreta. Coorte retrospectiva parte de exposições/dados já ocorridos e observa desfechos; não corresponde a uma ação que será implementada para medir impacto.
Incorreta no enunciado apresentado. Um ensaio randomizado exigiria alocação aleatória de indivíduos ou conglomerados. Esse desenho seria metodologicamente possível em APS, mas não é o que a questão descreve.
Na época da prova, a classificação metodológica já seguia o princípio de distinguir estudos observacionais de intervencionais e, dentro destes, separar alocação randomizada de não randomizada. Avaliações programáticas de serviços frequentemente usam desenhos quase-experimentais quando a randomização não é realizada.
Em 2026, a lógica permanece a mesma, com maior ênfase em métodos causais robustos para quase-experimentos, como séries temporais interrompidas, diferença-em-diferenças e controles sintéticos, além de ensaios por conglomerados quando a intervenção é coletiva e randomização é viável.
Não houve mudança conceitual importante. O refinamento atual é evitar a simplificação de que intervenções coletivas em APS 'não podem' ser randomizadas por ética ou contaminação: randomização por conglomerados pode ser adequada; a resposta B decorre do desenho descrito, não de uma impossibilidade intrínseca de randomizar.
INEP · Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica 2025.
Próximo passo
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