A · incorreta
Incorreta. Padronização rígida e comunicação apenas técnica ignoram barreiras culturais, linguísticas e territoriais e podem piorar vínculo e acesso efetivo.
Resposta correta: alternativa B. Tema: Competência Cultural em Saúde.
Equipe de saúde da família atende comunidades ribeirinhas e indígenas na Amazônia. Uma mulher ribeirinha evita contato visual e responde com monossílabos; um indígena Tikuna recusa atendimento sem a presença do pajé. A equipe deve adotar abordagem adequada a essas especificidades culturais. Qual a abordagem adequada que a equipe de saúde deve adotar diante das situações descritas?
A alternativa correta é a B: Promover espaços formativos reconhecendo saberes e práticas das populações.
Revisado editorialmente
A conduta correta é promover espaços formativos para a equipe, reconhecendo saberes e práticas das populações atendidas. Isso desenvolve competência cultural, permitindo adaptar a comunicação e integrar medicina tradicional, como o papel do pajé, alinhado à PNASPI e aos princípios do SUS.
Competência cultural é a habilidade de profissionais e serviços de saúde de reconhecer, respeitar e responder adequadamente às crenças, práticas e necessidades culturais dos usuários. A interculturalidade em saúde envolve diálogo horizontal entre diferentes sistemas de conhecimento, como biomedicina e medicina tradicional indígena, sem hierarquização. O cuidado culturalmente sensível adapta as práticas considerando códigos de comunicação, concepções de saúde-doença, papel da família e integração de práticas tradicionais. A Política Nacional de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas (PNASPI) preconiza respeito às especificidades culturais, articulação entre saberes, participação comunitária e capacitação profissional. Em contextos de diversidade, a qualidade do cuidado depende tanto da correção técnica quanto da aceitabilidade cultural das intervenções. A equipe deve buscar formação permanente para compreender e integrar os saberes locais, promovendo vínculo e adesão.
Cuidado eficaz exige competência cultural: respeitar saberes e adaptar práticas.
Competência intercultural e equidade no cuidado em territórios indígenas e ribeirinhos
Incorreta. Padronização rígida e comunicação apenas técnica ignoram barreiras culturais, linguísticas e territoriais e podem piorar vínculo e acesso efetivo.
Correta. Formação permanente que reconheça saberes e práticas das populações permite construir cuidado intercultural, sem abandonar segurança e evidência clínica.
Incorreta. A alternativa cria falsa oposição entre autoridade/evidência e respeito ao contexto. Evidência não autoriza desconsiderar valores, preferências e organização social do usuário.
Incorreta. Rotinas uniformes tratam grupos diversos como se tivessem as mesmas barreiras e necessidades; isso é igualdade formal, não equidade assistencial.
Em 2025, as políticas brasileiras de saúde indígena e de populações do campo, floresta e águas já determinavam atenção diferenciada, respeito às especificidades socioculturais, articulação com práticas tradicionais e formação de profissionais para atuação intercultural. A APS não deveria impor comunicação e cuidado uniformes como se todos os territórios fossem equivalentes.
A orientação permanece válida em 2026 e ganhou ênfase em segurança cultural, comunicação centrada na pessoa e redução de barreiras de acesso. O profissional deve integrar referências comunitárias e tradicionais quando desejadas pelo usuário e compatíveis com segurança, sem estereotipar nem substituir avaliação clínica individual.
Não houve mudança de direção entre 2025 e 2026. O refinamento atual é enfatizar que 'respeitar cultura' não significa presumir comportamentos com base na identidade do grupo; significa produzir cuidado culturalmente seguro por meio de escuta, negociação e adaptação ao indivíduo e ao território.
INEP · Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica 2025.
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